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Os ataques a Bolsonaro e o choro de quem 'trata' a política com a mesma paixão de um torcedor fanático

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Meu pai era o típico nordestino, guerreiro e indomável, cujo desprezo pelas palavras bem adornadas, usadas para tornar a mentira mais venenosa na verdade mais grandiosa, era reconhecido como qualidade rara. Ele dizia:

“Dentro de casa se tolera a birra, o choro e a fraqueza, na rua não; o homem deve ter coragem, ousadia e solução, boca fechada, punho cerrado e mente astuta”.

Os anos mostraram que meu pai estava certo. As redes sociais deram para mentes medíocres e espíritos pobres a oportunidade de obter notoriedade, algo antes reservado a poucos ilustres, agora, se torna acessível a qualquer hábil charlatão.

Antes de opinar, melhor ter a certeza de que o que será dito soará como útil. Para alguns assuntos me nego a manifestar qualquer apreciação, pois não dominar um assunto e ainda assim discuti-lo é ademais de inútil, pura boçalidade.

As redes sociais e grande parte dos analistas políticos manifestam suas análises como se fossem torcedores de futebol, com muita emoção e pouca, ás vezes nenhuma, razão. O grande mito de ontem, hoje, é o grande traidor, o herói imaculado que cativava ontem, hoje, enche de raiva.

Buscamos na política a solução para nossos dramas e sofrimentos, contudo, não compreendemos que a real mudança vem dos esforços de cada um de nós.

Nossas famílias não são propriedades do estado, nossa liberdade é inegociável. Como diria Frédéric Bastiat, no livro A Lei:

“Portanto, nada é mais evidente do que isto: a lei é a organização do direito natural de legítima defesa. É a substituição da força coletiva pelas forças individuais. E esta força coletiva deve somente fazer o que as forças individuais têm o direito natural e legal de fazerem: garantir as pessoas, as liberdades, as propriedades; manter o direito de cada um; e fazer reinar entre todos a JUSTIÇA.

De modo semelhante nos adverte o filósofo Henry David Thoreau, no livro Desobediência Civil:

“Não é desejável cultivar o respeito às leis no mesmo nível do respeito aos direitos. A única obrigação que tenho direito de assumir é fazer a qualquer momento aquilo que julgo certo. Costuma-se dizer, e com toda a razão, que uma corporação não tem consciência; mas uma corporação de homens conscienciosos é uma corporação com consciência. A lei nunca fez os homens sequer um pouco mais justos; e o respeito reverente pela lei tem levado até mesmo os bem-intencionados a agir quotidianamente como mensageiros da injustiça.”

Não podemos confiar cegamente na caneta do legislador, na decisão do juiz ou no governo que elegemos. O preço da liberdade é a eterna vigilância e tal vigilância se faz com prudência e ceticismo.

Tenho por certo que não devo confiar em alguém que defende fanaticamente um político, como também não posso levar muito em conta as palavras de quem enaltece uma figura politica ontem, para hoje, atacá-la com toda sorte de termos pejorativos.

Políticos falham, juízes cumprem a lei e com isso, muitas vezes, não fazem justiça.

O presidente como qualquer homem cometerá falhas e muito do que pensamos ser erro hoje, poderá se converter em um grande acerto amanhã. O tempo é um ótimo juiz.

Os admiradores e jornalistas que engrandeceram o presidente ontem , hoje o desprezam e vilipendiam, tecendo criticas que mais parecem gritos de insatisfação vindos de um torcedor fanático. A sobriedade e a cautela foram deixadas de lado, trocadas pela soberba e choradeira.

Nós, os conservadores, devemos nos fortalecer e sermos os reais protagonistas de mudanças. As famílias precisam retomar seu papel como os reais educadores de nossas crianças. O politicamente correto não deve ser obedecido nem respeitado, e sim, tratado como um câncer. O socialismo deve ser visto com o mesmo repudio que sentimos pelo nazismo.

Como eu escrevi no meu artigo sobre o filme Milagre na cela 7, publicado pelo jornal Duna Press:

“Milagre, essa palavra possui tanto apelo aos desesperados, esquecidos e aos invisíveis que rondam nossa sociedade e, ao mesmo tempo, é tão esquecida e menosprezada pelos que disfrutam do poder, por aqueles que vivem como deuses sendo apenas meros humanos. A palavra remete ao transcendente e divino, é um vocábulo que usamos, geralmente, para expressar tudo que nos surge como mágico, maravilhoso, único e impossível.”
“Tão poderosa é esta palavra que julgamos somente estar no Divino e Eterno o poder de realizá-lo. Na verdade, costumamos esquecer, talvez intencionalmente, para escaparmos de nossa responsabilidade e dever para conosco e o próximo, que está no coração de cada ser humano, a despeito de raça, credo, sexo e ideologia, o poder divino da transformação, da mudança, do impossível.”

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Foto de Carlos Alberto Chaves Pessoa Júnior

Carlos Alberto Chaves Pessoa Júnior

Professor. É formado em Letras pela UFPE.

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