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Como a agricultura salvou o Brasil

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Em 1910 a Argentina era um dos países mais prósperos do mundo, 3º lugar em termos de PIB per capita. Graças a Agricultura, a Argentina que era na época o celeiro do mundo, e o produtor de carne de qualidade por excelência.

Mas os agricultores argentinos não resistiram aos ataques políticos que destruíram a sua agricultura , o que tornou a Argentina nesse fracasso que ela é hoje.

Não foi Peron e o Peronismo que destruiu a Argentina, como a maioria dos cientistas políticos acreditam.

Peron foi consequência e não causa.

Quem destruiu a Agricultura na Argentina, foi um grupo de intelectuais, encabeçados por Raul Prebish, que queriam destruir o poder político dominante.

Nesse caso, o poder dos agricultores que de fato dominavam a Argentina.

Só que eram vistos como donos feudais, espoliadores, ricos, que precisavam ser ideologicamente destruídos, com reformas agrárias, MST, fim dos subsídios para terras inexploradas, enfim.

Raul Prebish bolou uma plano, e se tornou o mais influente economista da era, ao sugerir “substituir” a agricultura por “industrialização”.

Assim surgiu o “desenvolvimentismo”, que até hoje tem adeptos no Brasil.

Aqui Celso Furtado, e seus seguidores, também tentaram reduzir o poder da agricultura, favorecendo uma indústria via subsídios, Zonas Francas, isenções fiscais, BNDES.

Militares investiram fortunas em Itaipu, companhias elétricas e siderúrgicas, que quase nada beneficiam a agricultura, deslocando recursos de ferrovias que o Brasil desesperadamente precisa.

Prebish se baseou numa lei econômica, elasticidade de renda, que dizia que elasticidade renda da agricultura era menor do que 1, indústria e serviços era superior a 1.

“Não há futuro a longo prazo sem agricultores”.

Usou todas as divisas geradas pela agricultura para importar máquinas industriais.

Que nunca geraram divisas por que argentinos não sabiam administrar.

A destruição da agricultura argentina dizimou os superávits comerciais que tinham e a Argentina está hoje quebrada depois de ser número 3.

Felizmente no nosso governo militar tivemos um Alison Paulinelli que defendeu a Agricultura na época com unhas e dentes.

E temos uma bancada ruralista que defendeu o setor daqueles que a queriam ver morta como na Argentina.

Fizemos a mesma “política de substituição das importações”, substituímos o que a classe a e b importava, em vez de produzir o que nossos pobres consumiam, as classes c e d.

Nossa indústria também fracassou pelas razões acima, mas felizmente a agricultura brasileira soube se defender politicamente, e hoje é o que a Argentina deveria ter sido.

Obrigado a todos vocês agricultores que souberam agir politicamente não permitindo que os desenvolvimentistas destruíssem totalmente esse país.

Obrigado por terem sido ativos politicamente, enquanto nós das grandes cidades assistíamos quietos os desenvolvimentistas que conspirararam para destruir a Agricultura Brasileira.

Stephen Kanitz. Consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo.

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