Maria do Rosário, incoerência e desonestidade intelectual

Maria do Rosário Nunes, pedagoga, fez da atividade política o seu meio de vida.


Dona de uma movimentada trajetória, em 1992, com apenas 25 anos de idade, elegeu-se vereadora em Porto Alegre, pelo PCdoB. Em 1996 foi reeleita pelo PT com a maior votação da história da capital gaúcha. Dois anos depois, em 1998, venceu a eleição para deputada estadual, e em 2002, conseguiu novo êxito eleitoral, elegendo-se deputada federal e reelegendo-se em 2006, 2010 e 2014. Em 2011 foi nomeada Ministra Chefe da Secretaria de Direitos Humanos do governo da presidente Dilma Roussef. 

Teve algumas brigas marcantes com o deputado Jair Bolsonaro, a quem acusa de fascista, tirano, homofóbico e machista.

A incoerência da deputada está no fato de que a sua intransigência nas questões que diz acreditar só funciona com alguns, com outros é tolerante, benevolente.

Recentemente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve revelada gravações onde fazia declarações eminentemente machistas e totalmente fora de propósito, que foram absolutamente ignoradas pela outrora combativa deputada.

Lula disse: ‘Cadê as mulheres de grelo duro do nosso partido (...) como Maria do Rosário?.’

Entrevistada, Maria do Rosário, a mulher do ‘grelo duro’ surpreendeu: ‘ Em privado, pode dizer, mas em público, não. A conversa foi privada. Condeno o vazamento e não o que o presidente disse.’

A desonestidade intelectual fica ainda para a explicação que deu para a expressão ‘mulher de grelo duro’: ‘mulher decidida, como Maria Bonita’.

Conclusão: Para Maria do Rosário, machismo de Bolsonaro é ofensa, machismo de Lula é elogio.

Maria do Rosário, outrora boa de voto, vem angariando uma enorme antipatia pelas posições adotadas. Há quem diga e aposte que na próxima eleição ela será fragorosamente derrotada.

Edmundo Zanatta

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da Redação

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