assinante_desktop_cabecalho

Aos derrotados, só lhes resta culpar os outros para parecer importante

Ler na área do assinante

Sergio Fernando Moro foi um herói nacional.

Nascido do imaginário dos brasileiros, cansados dos escândalos de corrupção escancarada, de décadas de governos de esquerda, fatos que o fizeram surgir naturalmente como herói, por ter sido responsável pelas investigações da Lava Jato na 1ª instância.

Sua influência alterou os rumos da política do país. Ganhou o respeito máximo ao prender o astuto corrupto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Todas as decisões da lava jato envolveram um trabalho de equipe, mas, o juiz Moro figurou como estrela mais brilhante.

Não sabíamos das intenções do Juiz Moro, se queria simplesmente combater a corrupção ou já tinha intenções políticas. O que fica óbvio, ao fazer essa retrospectiva, é que Moro abriu caminhos para a direita de Bolsonaro chegar ao poder. Um movimento que ocorreu de forma orgânica e perfeita. Mas, há quem diga que o Juiz negociou o cargo no STF. Impossível.

Bolsonaro não era um ilustre desconhecido. Ganhou visibilidade por seu temperamento reativo e intempestivo o suficiente para criar uma reputação absolutamente negativa. Motivo pelo qual, muitas pessoas evitavam associar seu nome ao dele.

Inicialmente, suas chances de ser presidente eram ridicularizadas pelos “cientistas políticos” e também menosprezado pelo juiz Moro, que deixou claro não querer associar a sua bela imagem ao do candidato, naquele conhecido evento, no aeroporto, em que Bolsonaro tenta cumprimentar o seu herói, e Moro sai em disparada, sem olhar para trás.

Pouco tempo depois, com a repercussão do vídeo do desencontro do aeroporto, o próprio Sergio Moro ligou para o então deputado e se desculpou.

Nessa ocasião, o Bolsonaro disparava nas pesquisas como o favorito para a corrida presidencial.

Ninguém entendeu nada. Como um “maluco” poderia ser presidente? Teria parte da nação endoidecido?

Pressentindo o perigo, a esquerda, veterana no poder, “precisou” recrutar um “maluco solitário” para deter o maluco beleza que estava literalmente nos braços do povo. Como sabemos, tudo o que não mata fortalece. A facada provocou ferimentos no corpo do Jair e na alma do Brasil.

Eleito em segundo turno, em 29/10/2018, com exatos 57.797.847 votos,

O Brasil tem a chance da alternância de poder. Um presidente de direita depois de quase três décadas de esquerda no poder.

Sergio Moro sempre mostrou pouco entusiasmo com Bolsonaro; mas, teve tempo para pensar e acompanhar de camarote o crescimento do tsunami Bolsonaro. Enquanto esperava a vaga do STF, o ex Juiz Federal Sergio Moro, aceitou o cargo de Ministro da Justiça e da Segurança Pública em 01/11/2018; uma espécie de cargo dois em um, para honrar o peso de seu currículo.

As intenções do presidente eram claras. Já as intenções de Moro...

O primeiro sinal de alerta começou ao nomear a ativista anti armas Ilona Szabó de Carvalho, contrária a outras pautas do governo. Foi obrigado a voltar atrás. Depois disso, o ministro virou apêndice por um tempo.

Voltou à cena quando foi “delatado” pelo The Intercept Brasil. O que vimos? Um presidente com o seu ministro a tiracolo em estádios de futebol e outros eventos. Apoio total e irrestrito. Presidente confiou em Moro. Brasil orou por Moro. Houve até uma cena comovente de apoiadores de Bolsonaro e Moro onde a multidão canta 'Como é Grande o Meu Amor Por Você' (vide vídeo). O Brasil honrou Moro. E Moro honrou o Brasil?

Será que Intercept tinha razão?

A cartada final veio naquele fatídico 22 de abril, na reunião ministerial, quando Moro levou bronca por estar fazendo “vistas grossas” para a violação dos direitos dos cidadãos e os abusos contra a população por quebrar regras impostas pelos governadores e prefeitos a respeito da pandemia.

Enraivecido, saiu da reunião prometendo derrubar o presidente. Sabia do seu prestígio nacional e imaginou que seria fácil derrubá-lo. Tinha certeza de que valia mais que o presidente. Será que dá para antecipar a presidência para 2022!? Assim pensou!?

Passados 06 meses, com o Brasil ainda processando o luto pela traição do ministro, uma nova novela está indo ao ar nas mídias sociais, trazendo como enredo um possível arrependimento de Moro, com requintes de vitimismo, do tipo: “preciso arrumar um emprego.” Deveria estar mesmo arrependido por ter sido tão cruel. Traiu o presidente e traiu o Brasil em plena pandemia. Como é possível um ministro da justiça assistir calado pessoas apanhando e sendo presas injustamente em um momento tão delicado?

O casal Moro pensa em sair do Brasil? Pensa. Não pelos motivos declarados. Vai depender do resultado dessa pesquisa disfarçada.

Querem saber se o cenário político ainda é fértil para senhor Sergio Fernando Moro. Saber se ainda terão apoio da população na posição de oposição ao governo.

Mais uma vez, e sem querer, este homem está ajudando o Brasil a identificar os falsos apoiadores. A deputada Estadual de São Paulo Janaina Paschoal, já manifestou apoio a Moro, e pede para que ele não saia do país. Pede para que fique para derrotar o Bolsonaro. Pois, ela tem certeza de que só ele conseguirá!

O que Janaina e Moro tem comum?

São pseudo-intelectuais. Pensam que um doutorado os eleva ao título de PhDeuses! São governados pela mente. Sem atinar para o fato de que a mente, MENTE!

Os pseudo-intelectuais são muito úteis no atual momento político; pois, enquanto eles se esforçam para parecer o que não são, traem a si mesmos e se auto eliminam. Já o presidente Bolsonaro pode se dar ao luxo de ser ele mesmo, e, ainda ser aceito e amado. ELE é invejado justamente por isso.

Fortaleça o jornalismo independente do Jornal da Cidade Online.

Faça agora a sua assinatura e tenha acesso a todo o conteúdo da Revista A Verdade

https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao

Foto de Bernadete Freire Campos

Bernadete Freire Campos

Psicóloga com Experiência de mais de 30 anos na prática de Psicologia Clinica, com especialidades em psicopedagogia, Avaliação Psicológica, Programação Neurolinguística; Hipnose Clínica; Hipnose Hospitalar ; Hipnose Estratégica; Hipnose Educativa ; Hipnose Ericksoniana; Regressão, etc. Destaque para hipnose para vestibulares e concursos.

assinante_desktop_conteudo_rodape
Ler comentários e comentar