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Caixa-Preta da Política - 2ª Parte - Realpolitik

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Convido você a “abrir uma Caixa-Preta" e descobrir a origem das loucuras e contradições da política mundo afora.

Quando um avião cai, logo ouvimos a antiga expressão “a caixa-preta vai revelar a verdade” - embora ela não seja literalmente aberta na investigação e nem é preta.

Na primeira parte deste artigo, cito como Maia e Alcolumbre tramam para se reelegerem e, ao mesmo tempo, impedirem a reeleição de Bolsonaro.

Parece que CONTRADIÇÃO responde esta pergunta, mas isto é apenas a ponta do iceberg.

Da década de 1960 - onde a esquerda fomentou e endeusou a OPINIÃO das pessoas - chegamos à Lei da Mordaça (PL2630) em que querem PROIBIR as opiniões.

Feita a Reengenharia Social o “avião” chegou ao desastre.

Agora é hora de “abrir a caixa-preta da Política” - aquela comunicação sigilosa entre os envolvidos, com termos que só eles entendem e que somente são reveladas nos círculos mais íntimos e secretos do poder.

Ao “abrirmos” encontramos um princípio: a Realpolitik.

Realpolitik significa, hoje em dia, a política “na prática” ou, no mundo esquerdista, a “política de RESULTADO”. Guarde esta importante definição.

A leitura do artigo, do amigo Guillermo Piacesi, “Purismo x Pragmatismo” deixou ainda mais clara a linha adotada pela esquerda: a prática do lema - “os fins justificam os meios”. A esquerda não se apega a nada. Sempre mudam de lado conforme a necessidade.

O efeito sobre nós, de fora, é que ficamos atordoados e fazemos sempre as mesmas perguntas:

“Não percebem a incoerência? A contradição? Será loucura ou desonestidade?”

A resposta não está nas teorias de Marx. Lenin bem sabia disso, já que fundamentou suas ESTRATÉGIAS revolucionárias a partir das Cartas entre Marx e Engels.

No entanto, Marx deixou uma pista fora de sua obra, que explicarei detalhadamente em livro. Por hora, basta saber que era a aplicação, de modo extremo e despropositado, da Realpolitik. Inicialmente Marx foi influenciado pelo conceito e depois foi o maior influenciador da Realpolitik.

O livro de John Bew “Realpolitik: a history” é a prova - mostra no paralelo da vida e obra de Marx e de August von Rochau várias citações mútuas, mesmo sem lhes dar crédito, que provam esta influência. A partir daí, Marx rompeu com todos os valores morais e éticos.

A tomada violenta do poder era uma ideia muito cara à Marx e Engels. Tais ideias assassinas e genocidas foram expostas na Nova Gazeta Renana e no Manifesto Comunista.

Definiram que o não-socialista deveria ser “suprimido”, um eufemismo para a expressão assassinado (usada nas traduções mais comuns). Apoiaram o extermínio não só de indivíduos, mas de povos inteiros - o genocídio, palavra tão gasta pelos esquerdistas de hoje. A partir daí, os radicais passaram à política de RESULTADOS, esticando a corda da Realpolitik, desumanizando os adversários.

Se o ato de matar se tornou tão natural aos marxistas, o que dirá mentir, ludibriar, enganar e, hoje, até roubar? Para ter uma ideia veja a confissão de Paulo Briguet, neste link.

No entanto, o marxismo gerou um efeito colateral. Apesar de atacar a Religião, Marx acabou criando uma cultura de endeusamento do Partido e do Líder: uma religião apóstata.

Foi revestido da aura de líder que Lenin autorizou os militantes a fazerem qualquer coisa pelo poder: da participação política ao ativismo judicial, da pacífica ocupação de espaços aos atos de vandalismo revolucionário e até terrorista.

Aqui está o ponto-chave: tudo é entendido pelos militantes como ESTRATÉGIA, nunca como contradição ou incoerência. Eles são doutrinados a pensar assim! Quando questionados, eles riem e olham uns aos outros com uma piscadinha. Eles assumiram uma premissa falsa.

Acreditam que O PODER POLÍTICO LHES PERMITE FAZER TUDO. Neste sentido, para eles, QUALQUER AÇÃO É VALIDA.

Entendeu porquê a esquerda vive à porta do Supremo? Ou como é absurda uma Constituição que dá poderes para alguém, com milhares de votos (Presidente das Casas Legislativas), anular a vontade de milhões de votos dados ao Presidente?

E a frase de Zé Dirceu: "vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar a eleição"?

Por isso a esquerda muda de lado, ao sabor das suas necessidades. Usam da Realpolitik - a caixa-preta que só eles sabem o conteúdo. O povo acaba olhando a política como um jogo de truco, sem conhecer suas regras e sem entender os movimentos.

Infelizmente, foi a realpolitik de Marx que gerou a maior máquina de matar, AINDA EXISTENTE sobre a face da Terra: o comunismo*.

E isto precisa mudar.

Não podemos permitir que políticos se tornem deuses. Nem os juízes. Ninguém, em nenhum cargo da República, pode ter este poder.

A política não é deus! O Partido não é deus! Muito menos seus “líderes”. Nenhum deles está acima da moral, da ética ou do povo.

É urgente erradicar esta ideia! Eleição não é um cheque em branco!

Precisamos defender o primeiro Presidente conservador que elegemos após a volta da Democracia e fazer tudo para consolidar a base conservadora no poder.

Precisamos nos formar, ler, estudar e não apenas fazer tweets. Os conservadores precisam sair de casa, bem formados, e se candidatar aos cargos públicos e políticos.

Os próximos seis anos serão fundamentais para formarmos uma nova geração de políticos conservadores, que defendam valores fundamentais e acabem, definitivamente, com este culto do poder absoluto.

É necessário preparar o terreno, para daqui a alguns anos, quando tivermos um Congresso bem mais limpo e conservador, pensarmos em uma Nova Constituição.

Angelo Lorenzo

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