Ser Pai... Pai é preso após anunciar venda de filho na OLX

O ato de ser pai é mais do que gerar um filho, mais do que transmitir seus genes para a posteridade, antes é uma missão, a missão de ensinar seus filhos a serem melhores, e melhores que nós mesmos. Fazer um mundo melhor, mais humano, mais justo. Cada atitude é mais do que um simples falar, é uma lição de vida, de carinho e de amor.

Começa antes de gerarmos um filho, é uma vocação que nasce conosco, nas atitudes da vida inteira construímos ser pai, e o pai pode ser até quem não é pai, propriamente dito. Tem pai que é pai por criar os filhos dos outros ou cuidar de uma comunidade como um verdadeiro pai. 
Quem tem a vocação de pai, pode ser padre, pode não ser pai natural, mas ele será pai, alguns vão adotar filhos, outros vão orientar outros e quem não o fizer, vai negar a si mesmo. Quem tiver esta vocação e deixá-la crescer dentro de si, vai ser pai de uma maneira ou de outra.
É ser exemplo, dar limites claros aos filhos, ser em tudo, mais em atitudes e gestos do que em palavras. 
Artur da Távola assim definiu o ato de ser pai:
É aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. 
É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo.
Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos. 
É saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão. É aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida. 
Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam. É saber ir-se apagando à medida que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. 
Não tenho palavras para expressar a minha indignação, diante de alguém que rejeita seu próprio filho.
Aprendi na vida, que o amor de um pai, é algo divino, agora, se existem aqueles que brutalizam a vida e desconsideram a missão de pai, é cabível que estes que adotam tais posturas, jamais sejam dignos de ser chamados e tratados como pais.
Sou pai de uma filha linda, amo muito, demais até meu maior tesouro, e por toda vida, para além da eternidade, eu sempre serei grato a Deus por ser pai de alguém tão linda, que carrego no peito, no coração, na alma, no infinito do meu pensar.
Sou Pai, tenho orgulho de ser um pai de verdade, isto eu sou e com orgulho sim senhor


Pio Barbosa Neto

Professor, escritor, poeta, roteirista

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da Redação

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