Sem polícia, tráfico controla acesso de candidatos às comunidades e ordena voto dos moradores

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Milícias e traficantes que controlam comunidades no Rio de Janeiro estão impedindo o acesso de candidatos aos “seus territórios”.

Segundo moradores, os criminosos usam de ameaças para impedir que os residentes dos locais possam ouvir as propostas ou demonstrar apoio a candidatos que não foram aprovados por eles.

"Na última eleição de 2016, eu vim candidato e eu fazia um trabalho numa localidade. Após as eleições, eu não pude mais atuar e não entro. E eu sou tratado como de outra facção, como se eu fosse um bandido", contou um candidato, que preferiu não se identificar.

Segundo informações, os candidatos devem fechar acordo com os traficantes e milicianos para, a partir daí, poderem fazer campanha nesses territórios.

Um morador também denunciou ameaças recebidas dos criminosos:

"Ultimamente tem pessoas descaracterizadas que tão indo lá fazer pesquisa, batem no seu portão e perguntam: você vota em quem? (…) Eles avisam: ‘Você tem que votar em tal candidato porque, se não votar, vai ficar complicado para o seu lado. Marginais se reúnem próximo aos locais de votação e dão recado bem claro: ‘Se não votar, vai morrer ou será expulso’. Tem que votar", destacou.

A situação dessas comunidades tem piorado cada vez mais desde junho, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, suspendeu, por liminar, as operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia.

A liminar determina que as operações policiais em comunidades só podem ser realizadas em casos excepcionais.

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da Redação
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