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Dissonância cognitiva e a morte da liberdade: “O meu [comunismo] é aquele que vamos construir juntos no Brasil."

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"O seu comunismo é o chinês ou é o cubano?", perguntou o jornalista Paulo Sérgio Pinto. E a candidata deu uma resposta espertinha, sem compromisso com a verdade, mas com astúcia: "Não é nenhum dos dois. O meu é aquele que vamos construir juntos no Brasil."

Ela é Manuela d'Ávila. E sabe que o comunismo, a pior espécie de ditadura, tem sido um desastre onde quer que se haja praticado.

Em sua cabeça, porém, embora haja sido cruel em toda parte, o comunismo, com o partido dela no comando, vai ser bonzinho no Brasil.

Na China, mais de 76 milhões de seres humanos foram mortos pelo regime comunista entre 1949 e 1987, além dos 3,5 milhões de civis que o Partido de Mao Tsé-Tung já tinha assassinado antes de consumar a revolução

chinesa (totalizando 80 milhões).

Na União Soviética, a revolução comunista matou 62 milhões de pessoas entre 1917 e 1987.

Só nessas duas revoluções, que inspiram energúmenos mundo afora, foram mais de 140 milhões de mortos.

Pior, esses números são incompletos: outros milhões de vidas sucumbiram por efeito indireto dessas revoluções e não entraram na contagem.

Como justificar tamanha crueldade, seres humanos mortos sem compaixão?

Como pode haver quem acredite na falácia revolucionária e ainda pense dar seu voto a uma ideologia que patrocina a matança de pessoas?

Ninguém despreza a própria liberdade, nem mesmo o eremita que se isola no deserto e se submete a rígida disciplina de oração, porque também ele quer ser livre para escolher o isolamento e a disciplina.

Como explicar, então, que alguém não veja que, apoiando um projeto de ditadura com seu voto, está sentenciando de morte a própria liberdade?

É o que fazem aqueles que se deixam enfeitiçar pelo discurso populista do PCdoB (de Manuela d'Ávila), do PSOL, do PT e congêneres.

São partidos que hoje não poupam elogios à ditadura chinesa nem a psicopatas como Vladimir Putin (Rússia) e Kim Jong-un (Coreia do Norte).

E são ativistas ideológicos que querem fazer revolução pensando em ser dirigentes, não povo. Eles se imaginam na elite revolucionária como iluminados que conduzirão o povo, esse rebanho das dóceis ovelhas...

É assim. É indisfarçável. E é patológica a recusa em reconhecê-lo.

Como pode alguém não admitir fatos tão evidentes?

É o fenômeno da "dissonância cognitiva": as crenças da pessoa não fecham com a realidade que está ao alcance de sua cognição.

Aí, dá "gol contra": a pessoa ama a liberdade e detesta o autoritarismo, mas avaliza o discurso populista de quem quer extinguir as liberdades.

Quem sofre desse mal só vai libertar-se quando pagar o preço de ser honesto consigo mesmo e questionar as suas próprias crenças.

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Renato Sant'Ana

Advogado e psicólogo. E-mail do autor: sentinela.rs@uol.com.br

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