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A lavagem cerebral de professores e estudantes

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Trabalhei, por 10 anos, no Campus Municipal de Atendimento à Pessoa com deficiência em Uberlândia.

Ministrava aulas em Oficinas de Arte e de Família.

Meus alunos eram crianças, adolescentes e adultos surdos, cegos, mudos, autistas, pessoas com paralisia cerebral, dentre outros.

Um "belo dia", disseram que nós, professores, não podíamos mais usar as expressões, surdo, mudo, cego.

Que tudo mudaria para PESSOA COM.

Pessoa COM surdez.

Pessoa COM deficiência.

Pessoa COM cegueira.

Gente, eu achei aquilo tão lindo, de uma humanização ímpar.

Quem não usava a NOVA LINGUAGEM, por desconhecimento ou outro motivo, era fuzilado com olhares de reprovação pelos pares.

Eu nem desconfiava que isso atingiria, um dia, a mulher, a mãe, a família.

Quão ingênua? Não, a sedução das palavras doces e seus argumentos são tão suaves que você não só adere como também busca convencer aqueles que se recusam a fazê-lo.

A máquina gramsciana passa por cima de você de modo macio, parece até amor!

Assim, somos envolvidos e é desse modo que estudantes e professores são inebriados.

Linguagem com cheiro de rosa, beleza de flor, mas é planta carnívora.

Devora a capacidade de contestar, de pensar de modo autônomo.

Linguagem mansa, destruidora da inteligência individual.

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Foto de Nara Resende

Nara Resende

Psicóloga clínica de adolescentes e adultos, escritora de Divã com poesia, Freud Inverso e organizadora do livro O jovem psicólogo e a clínica.

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