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Acumulando derrotas, depois de 20 anos, Globo perde a Ambev no futebol

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O ano de 2020 está sendo horrível para a Rede Globo. Depois de 20 anos, a Ambev, um dos principais patrocinadores do veículo de comunicação, rompeu contrato de patrocínio ao futebol.

A Ambev, uma das maiores empresas de bebidas do mundo, justificou a crise econômica causada pela pandemia do Covid-19 que encurtou os recursos publicitários; forçando uma nova estratégia de comunicação internamente. E, assim os custos do patrocínio ao futebol da Globo foram considerados muito altos para o momento.

A marca farmacêutica Hypera Pharma, dona dos naming rights da Arena Corinthians, é outro patrocinador que considera deixar a “poderosa”, em breve.

Enquanto, oficialmente, a Ambev explica a saída do canal devido à motivação em buscar novas formas de falar com seus consumidores, especialistas no ramo cogitam que outras baixas logo ocorrerão porque a emissora é conhecida por se recusar a falar o nome de empresas que não a patrocinem, motivo pelo qual a ida do principal campeonato das Américas foi para o SBT, no início do segundo semestre deste ano. Além dos mais, a emissora acumulou tantas perdas no futebol, este ano, que não é mais considerada um canal tão rentável para os elevados patrocínios.

A Rede Globo perdeu os direitos de televisão em torneios de futebol importantes. O primeiro foi a Copa Libertadores. Em seguida, foi a entrada de outras mídias no mercado. E, além disso, os clubes têm se mobilizado para mudar a lei brasileira no que diz respeito à exibição das partidas.

Mas, as perdas da Globo não pararam por aí. Ela deixou de transmitir Copa Sul-Americana e Recopa Sul-Americana. A Libertadores, por exemplo, migrou para o SBT. Também não tem mais direitos sobre a Liga dos Campeões da Europa e, no Campeonato Brasileiro, a “poderosa” viu a entrada do Esporte Interativo.

E, para cravar de vez o gol no adversário, a Medida Provisória 984, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, em junho, permite que o direito de transmissão da partida pertença ao mandante em vez de obrigar que os dois clubes envolvidos no jogo tenham contrato com uma mesma emissora para ser garantida a transmissão.

Por fim, um movimento denominado “Futebol Mais Livre”, que tem a adesão de times da Série A, foi organizado para pedir que a MP 984 torne-se lei. Athlético_PR, Atlético Goianense, Bahia, Ceará, Coritiba, Flamengo, Fortaleza, Goiás, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santos e Vasco fazem parte do grupo.

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da Redação
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