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Do canto da sereia à tomada do poder com Antonio Gramsci

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Geralmente, as pessoas que creditam à felicidade o último reduto humano terreno têm alguém bastante definido e delimitado como mentor para chegar até lá. Este reconhecimento vem acompanhado da consciência de quem exerce a função de guia para esta trilha misteriosa.

Esta afirmação tem a sua relatividade quando lembramos de Antonio Gramsci, um certo messias sucessor de Karl Marx, atuante às escondidas e transformador intelectual. Quem usa camiseta de Che Guevara, por exemplo, mesmo sem saber da causa revolucionária sangrenta por completo, sabe muito menos ou absolutamente nada da causa revolucionária enquanto pregada ao modo gramsciano, um arremedo sutil, manipulador de mentes humanas sem que elas percebam.

Ao longo deste artigo vou entrar em maiores detalhes.

A práxis desse arremedo silencioso de guerrilha consiste em inverter a ordem moral.

Exemplos são melhores do que teoria; os mais eloquentes deles: abusar sexualmente de menores de 14 anos com a desculpa de promover igualdade e menos tolerância; legalização da prostituição e das drogas; maior punição ou resposta ideológica para crimes ambientais do que para homicídio; o ódio do bem é permitido, enquanto o livre pensamento manifestado por resistentes é o mal por excelência, “mi mi mi” ou discurso de ódio; apenas exemplos simples do cotidiano que carregam em si o carimbo de vencedores gramscistas da revolução.

Antonio Gramsci, apesar da “grandeza” de seus feitos ideólogos ainda em curso, não dispensa apresentações. Por certo que seus antecessores comunas, bem mais conhecidos por matarem pela causa, são bem mais conhecidos, venerados, todos, pela esquerda, como meros revolucionários, e conhecidos, por certo, pelos quase 140 milhões de cadáveres espalhados pelos países onde se instalou o Terror Vermelho.

Antonio Gramsci foi um pensador italiano preso por Mussolini, durante o fascismo italiano, seguidor de Karl Marx, que a esquerda também o tem como mártir da causa socialista, e que dentro da prisão escreveu os seus 36 Cadernos do Cárcere, um emaranhado de escritos da estratégia revolucionária passiva e contra o cristianismo, maior empecilho a um comunismo que até então não lograva êxito pela força. De observar-se que, ainda que preso fisicamente, sua mente se sentia livre, leve e solta para tramar contra o ocidente e contra a civilização e com a mesma ideologia que o prendeu.

Diferentemente de seu mentor Marx, que propunha projeto econômico com redistribuição dos meios de produção, a intenção do italiano esperto era desviar a atenção do olhar da causa revolucionária pelas armas com uma cartilha de “boas ações” humanas inconscientes, a seres despejadas na cultura de forma imperceptível até se chegar num ponto de hegemonia cultural, onde tudo estivesse passivamente aceito e consolidado no imaginário de todos (opositores ou não).

Sem a crítica e com aquiescência social de incaultos, a esquerda comunista e socialista tomaria o poder abertamente e depois de anos de luta idearia, num exemplo de fé de longo prazo de dar inveja a qualquer crente que se diz fervoroso e de um maquiavelismo pérfido. Novos pensamentos, novos sentimentos e novas ações viraram a ser o padrão moral hodierno, superior, automatizado, naturalizado, que toma conta de toda a intelligentsia.

O senso comum identifica-se com a realidade de tal forma que passa haver a separação entre corpo e alma, mente e coração, desprezando-se um querer verdadeiro que mora no fundo da alma para um agir sentimental. Aqui Descartes teve influência decisiva, usado aqui apenas para ilustração, com o “Penso, logo existo”, já que separou o ser pensante de seu próprio corpo.

As consequências deste estado revolucionário em ação passiva são, como se pode ver, catastróficas. É por este caminho gramsciano desonroso que começam a surgir figuras patéticas em toda a parte do globo. Como um ladrão silencioso, ele toma o poder de assalto em toda a massa correligionária e das mais simples profissões às mais intelectuais. De Felipe Neto, Anita até o mais engajado dos ministros do Supremo Tribunal Federal, todos se sentem a um passo do céu. Por outro lado, a moral resta invertida, como se os bons fossem maus e os maus fossem bons.

Surgem os primeiros inteligentinhos com seus pensamentos únicos e especiais, que dão a um único peso duas ou mais medidas, num relativismo moral extravagante somente entendível pelas cabecinhas infantis destes educados e iluminados “estudiosos”. Tais “pensadores” são vistos como símbolo de status e portadores de uma cultura superior, os “bam bam bans”, os supra-sumos da moral do bem e da alteridade, autênticos analgésicos para almas necessitadas de afago o tempo inteiro.

A possibilidade de discussão da ação prática gramsciana tem a sua vantagem que é a eliminação de qualquer discussão como se houvesse apenas uma verdade única e indiscutível. Os praticantes do gramscismo são tidos como ajudadores do próximo, num patamar máximo de nobreza, valentia e humanidade que até Jesus poderia se sentir ofendido com tão grande coração. Mal sabem que Cristo amou o próximo e deu um recado para amantes do bem: ame o próximo como a ti mesmo.

A verdade-última das coisas é desprezada sem qualquer pudor e em desrespeito às necessidades de perquirição humana filosófica para sobrevivência da espécie (pós-verdade). E, por fim, a tábua moral tem uma única medida pragmática e muito fácil e rápida de ser aquilatada: busca-se o que dá mais prazer.

A moral passa a ser permissiva para o grupo e repulsiva para os adversários culturais não adeptos à nova mentalidade, aos novos costumes. Cria-se um salvo conduto para a barbárie quando ela é de ação de correligionários, onde os meios não mais importam para um fim nobre e humanitário. Por isso que as mortes durante o comunismo ainda hoje são justificadas como uma bela ação em prol do ser humano, da liberdade. A essa inversão de valores deu o nome de Estado ético.

A tomada de poder gramsciana, em seu silêncio arrebatador, tende à formação cultural de todo o front político, cultural e do povo, visando uma transformação cultural, de pensamentos, e do coração, uma lavagem cerebral, não uma conjugação de esforços políticos para uma luta política. Não existe intenção política declarada. A ideologia de gênero é um exemplo dos mais eloquentes disso.

A isso deu o nome de historicismo absoluto. Uma nova cosmovisão, desprezando a verdade em seu sentido objetivo e aplicá-la de acordo com os interesses do partido comunista e socialista. A mentira se torna verdade e vice-versa.

Tudo é afetado pelo tal estado de liberdade gramsciano. Frases, modos de falar, linguajar, modos de vestir, artes, mídia, filmes, enfim, a cultura em geral sofre com o ataque perverso da ideologia socialista travestida de bons fins, numa ação livre que não faz confundir ao seu sujeito passivo que possa existir um mínimo resquício de propaganda política, eliminando julgamentos reativos por suas vítimas.

Enfim, como em qualquer mentalidade revolucionária, a vida humana é apenas um meio que deve ser tratado com desprezo quando colidente com os fins últimos do banditismo gramsciano.

Sérgio Mello. Defensor Público no Estado de Santa Catarina.

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