E Agora, José?

A falta de planejamento pode nos levar a trocar seis por ½ dúzia

Já não é de hoje que sabemos a importância da informação acerca do passado na hora de decidir o que fazer no presente, na construção de um amanhã diferente.


Trata-se de planejamento estratégico, nada muito misterioso ou inacessível. Não é este conhecimento privilégio de alguns poucos.

O bom uso da informação, por seu caráter estratégico, é essencial ao êxito administrativo de qualquer organização que se possa pensar, desde as estatais às privadas, independentemente do tamanho ou riqueza que detenha.

O brasileiro lida com política baseado em paixão. Da mesma forma que escolhe o time de futebol, ele escolhe o partido político e os cidadãos que o representarão. Não vou me alongar neste quesito agora, o comentário é só uma ilustração, a visão de mundo do meu ponto de vista.

Precisamos, urgentemente, usar a razão.

O que vem chamando minha atenção há alguns meses, é o fato de que maciça maioria dos cidadãos, contribuintes ou não, eleitores ou não, vem defendendo suas posições na guerra jurídica que decidirá o destino do país, sem olhar para o passado.

Não coletam na história os dados capazes de alimentar uma análise fria e esclarecedora. Desta forma corremos o risco de “trocar seis por ½ dúzia”.

Tenho impressão de ver meu povo secando gelo.

O que nos levou a este estado de coisas que vivemos é algo mais profundo e complexo do que meramente o caráter ou os interesses dos gestores públicos desde a fundação da República.

“O buraco é mais embaixo”

Se não focarmos nas questões essenciais que fazem da nossa política o que ela é, corremos o risco de nos desmoralizarmos, cada vez mais, enquanto povo, enquanto nação, a cada processo de impeachment que for instaurado, discutido e votado.

Não pense que é uma honra ou alguma vantagem “tirar um presidente”, não é! Para que se chegue a esse extremo é sinal que nós, todos nós, erramos e erramos feio.

A mera abertura de um processo de impeachment é uma vergonha para um povo, independentemente do resultado da votação.

É preciso o povo brasileiro passe a estudar. Precisamos ter as mínimas condições para discutir e avaliar as vantagens e desvantagens do sistema político vigente. Avaliar entre o presidencialismo, em detrimento doutro jamais experimentado, o parlamentarismo. Ainda por aí, sistema proporcional de voto (outra piada)...

É preciso discutir com a seriedade a vulnerabilidade do sistema de votação e apuração das eleições por urnas eletrônicas e dados que transitam pela WEB (!!!). Pelo amor de Deus!

Estou convencido que para uma mudança efetiva nos rumos que seguimos, é necessário ampliar o foco daquilo que observamos essencial.

Nós brasileiros nos tornamos motivo de deliciosas piadas nos países desenvolvidos, natural e merecidamente. É triste, mas é a mais pura verdade.

Vamos mudar as regras do jogo. Vamos experimentar de outra forma.

Nosso sistema político tem diretrizes e regras comprovadamente falidas e ineficazes, do ponto de vista de utilidade para o povo, evidentemente.

Ser brasileiro hoje demanda coragem, para encarar a pilhéria do mundo... e fé, que nos mova às ações necessárias à mudança.

Sou um cara de coragem e fé inabalável, e você?

João Henrique de Miranda Sá é escritor e redator autônomo

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João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

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