Lewandowski quer que o governo apresente cronograma de vacinação, mesmo ainda sem vacina

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Não está fácil vencer as arbitrariedades das autoridades brasileiras neste ano de pandemia. Agora, é Ricardo Lewandowki, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que já apresentou voto a favor da ação que obriga o governo a apresentar plano de vacinação contra Covid em 30 dias.

Lewandowski é o relator do caso e preferiu antecipar sua posição para o plenário que estava agendado para o dia 04 de dezembro.

Ainda faltam os votos dos outros ministros no julgamento que será virtual e discutirá se o governo deve adquirir a vacina Coronavac, produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

O ministro disse que não cabe ao Estado brasileiro se pautar por “critérios políticos, partidários ou ideológicos” ao escolher as vacinas contra a Covid-19 que serão distribuídas à população.

Para ele, a "indefinição sobre os critérios de inclusão de determinadas vacinas no Plano Nacional de Imunizações" gera perplexidade e insegurança na comunidade médico-científica e acarreta "indesejável desconfiança" sobre os propósitos das autoridades sanitárias.

Lewandowski quer que o Governo Bolsonaro apresente ao Supremo um "plano compreensivo e detalhado" da estratégia de enfrentamento à pandemia, identificando cronogramas e recursos financeiros destinados para cada uma das ações propostas.

O ministro só “esqueceu” de pontuar que ainda não há vacina aprovada.

Assim, como diz o jornalista e comentarista político, Guilherme Fiúza, não dá pra levar a sério o STF.

"Como desmoralizar uma alta corte judiciária? Basta fazê-la arreganhar os dentes a toda hora em ímpetos fascistoides com ignorância fantasiada de ciência e politicagem encoberta por falsa empatia. Todos querem respeitar o STF, menos o próprio", disparou Fiúza."

Em outro momento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia dito, em nota, que a distribuição do imunizante sem a aprovação da agência “seria um risco à população brasileira”.

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