Beto, o homem morto no Carrefour, era um frequente criador de confusões, afirmam testemunhas

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As testemunhas prestaram depoimento, esta semana, e descreveram o cliente João Alberto Silveira Freitas, 40, morto dentro de uma filial da rede de supermercados Carrefour, em Porto Alegre.

Um frequente criador de confusões e que, normalmente, aparentava embriaguez.

As testemunhas contaram que ele andava descalço no local, provocava seguranças e importunava clientes. Advogados da família e da companheira de Beto reagiram aos depoimentos e disseram que é uma forma de justificar o homicídio de Freitas.

As quatro testemunhas - um cliente e três funcionários do supermercado – disseram que o comportamento indesejado de Beto já era comentado nos corredores da unidade do Carrefour, tanto que duas funcionárias relatarem à polícia terem "ouvido falar" disso por colegas, mas não presenciaram o fato.

Após saber da morte de Beto, o cliente importunado por ele procurou a polícia e prestou depoimento, na quarta-feira (25).

Ele disse que foi ao Carrefour comprar um celular para si mesmo e um presente à neta e estava acompanhado por familiares. Foi quando João Alberto, "se aproximou por trás e, sem que fosse percebido, envolveu seu pescoço em um dos braços". Beto teria falado alguma coisa que o cliente não entendeu, mas acredita que tenha sido 'vende um celular para esse cara que ele é um dos nossos'".

Em seguida, Beto teria colocado a mão no bolso traseiro do cliente, onde estava a carteira dele. E isso fez com que o cliente desse um empurrão nele. Na sequência, Beto tentou mexer nos óculos de grau do genro do idoso que "reagiu cerrando e erguendo os punhos, alertando João Alberto que se desse continuidade ao seu ato o agrediria".

O advogado do pai de Beto, Rafael Peter Fernandes, afirma que os depoimentos "não têm nada a ver com o fato que aconteceu. Desavenças ou qualquer desentendimento, mesmo que seja comercial em relação a ele e a empresa, não altera a questão da responsabilização civil e criminal".

Também na quarta-feira (25), um segurança foi ouvido na condição de testemunha. Ele relatou que ouviu pelo rádio da central de segurança que havia um cliente "causando certo distúrbio dentro da loja" e que, logo após, foi em direção à seção de eletrônicos.

Próximo aos televisores, o segurança foi abordado por Beto que "começou a falar coisas totalmente sem nexo" e que Beto teria jogado as mãos para trás e virado seu corpo, dizendo "me leva...me leva". Em seguida, Beto afirmou que era uma brincadeira e estendeu a mão para cumprimentá-lo.

Depois disso, João Alberto se aproximou de um cliente e disse para que ele “pagasse pelas suas compras”.

O segurança se aproximou e percebeu que Beto estava com os olhos “bem estalados” e que, quando a vítima tirou a máscara para falar com o depoente, ele viu uma crosta de pó branco fixado em uma das narinas. Não há menção, em outros depoimentos, sobre a aparência do nariz da vítima ou o suposto uso de cocaína.

O advogado Fernandes negou histórico de dependência química de Beto. "Os seguranças estão prestando depoimentos para desqualificar a vítima, estão tentando justificar o injustificável”.

Quatro dias antes de Beto ser morto, também houve outro incidente com ele dentro da unidade do Carrefour. Apenas um fiscal de loja relatou a situação. Ele é o mesmo homem que aparece em gravações falando para João Alberto "não faz cena" e que "a gente te avisou da outra vez".

O funcionário contou que, em 15 de novembro passado, Beto esteve no supermercado “bastante alterado”, supostamente embriagado. Ele foi quem disse que o cliente estava andando descalço no estabelecimento e que fazia gestos de arma de fogo com a mão, "forçando" o abraço em outros clientes.

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Fonte: UOL

da Redação
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