Polícia prende assaltante de trem do Rio de Janeiro

Michael Douglas Gonçalves da Silva tem 19 anos e cinco passagens pela polícia por tentativa de roubo, furto, ameaça e lesão corporal.

O assaltante e agressor que esfaqueou um estudante num trem do Rio de Janeiro, foi preso hoje pela manhã. Ele estava escondido na casa da avó. A polícia  chegou até ele após receber uma denúncia anônima.

Michael Douglas Gonçalves da Silva tem 19 anos e cinco passagens pela polícia por tentativa de roubo, furto, ameaça e lesão corporal. Até  novembro ele estava preso. 

O primeiro crime do suspeito foi cometido quando ele tinha 17 anos, um roubo no qual ele simulou usar uma arma de fogo.

Segundo a polícia, trata-se de uma pessoa com um perfil violento, uma personalidade distorcida e desproporcional. 

Não há dúvidas de que ele tentou matar a vítima, o estudante Pedro Arthur Britto Santa Cruz, por isso, vai responder por tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), que pode dar pena de até 15 anos de prisão. 

Pedro Arthur, afirmou ter medo de andar na rua novamente depois do assalto. “Você não pode mais vir dentro do transporte público, você não pode mais atender uma ligação perto da sua escola, na rua da sua escola. Um dispositivo que facilita a vida acaba sendo um peso na consciência, porque você acha que pode ser, a qualquer momento, agredido por isso”, questionou Pedro, ressaltando que a partir de agora tem um desejo. “Ter coragem para entrar no trem de novo para poder seguir em frente?”, disse o jovem.

Pedro também lembrou como foi o ataque. “Ele me abordou pelas costas. Inicialmente, achei que era um amigo meu brincando comigo. Aí ele me puxou pelas costas e saiu em arrastando. De repente eu estava jogado na plataforma, a porta do trem fechou, quando a porta abriu, eu voltei para dentro do trem”, lembra o rapaz.

Além de ter o celular levado pelo assaltante, o rapaz foi atingido por três facadas — duas no braço e uma no ombro. Pedro foi socorrido no Hospital Salgado Filho, no Méier, e submetido a cirurgia.

Pedro corre o risco de ficar com os movimentos finos — como os responsáveis pela escrita — da mão esquerda prejudicados após o esfaqueamento. Segundo os médicos, uma das facadas atingiu a veia do ombro e o jovem perdeu a sensibilidade em alguns dedos das mãos.

da Redação

Comentários