Barroso diz que Brasil "caminha" para o voto facultativo (veja o vídeo)

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O presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, em entrevista à Folha de S.Paulo, deste 06 de dezembro, disse “reconhecer” que o voto obrigatório no país tem se tornado “facultativo”.

A justificativa, segundo Barroso, foi a alta abstenção verificada nas eleições municipais de 2020.

Apesar de dizer que não defende o voto facultativo, Barroso foi direto quanto ao futuro:

“Acho que a gente começa a fazer uma transição. O modelo ideal é o voto facultativo e, em lugar do futuro não muito distante, ele deve ser”, revelou, em tom de ameaça ao povo brasileiro que, sequer, foi consultado.

Em outro momento, despistou ao falar que:

“Nos países de voto facultativo, você incentiva a polarização, porque os extremos não deixam de comparecer e os moderados, muitas vezes, deixam. Portanto, também por essa razão, ainda prefiro voto obrigatório com sanções leves como é o Brasil”, declarou o ministro que esteve, recentemente, nos Estados Unidos para atuar como observador das eleições americanas, cujo voto é facultativo.

Na entrevista, o também ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), minimizou a desconfiança que a sociedade tem sobre as urnas eletrônicas, os ataques dos hackers ao sistema do TSE e também o atraso na divulgação dos resultados do primeiro turno em todo o Brasil.

“A urna brasileira não é hackeável. No dia da eleição, emite no início da seção um boletim impresso, portanto tem voto impresso no Brasil e se chama zerésima que é para provar que não tinha nada ali dentro”, explicou.

Em entrevista à TV Jornal da Cidade Online, Hugo Hoeschl, ex-procurador da Fazenda Nacional, discorda do ministro e garante que houve inconsistências nas eleições municipais brasileiras de 2020 e que o ideal seria fazer uma contagem física dos votos.

Hoeschl aplica a Lei de Benford para detectar fraudes e levanta outra questão preocupante: chips fabricados na China estão sendo usados nas urnas eletrônicas do país.

“Se tem um chip fabricado por uma nação que vem sendo acusada, sistematicamente, de hackear sistemas, de praticar guerras cibernéticas... Há uma confluência de muitos fatores pesados, consistentes que colocam dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral brasileiro”.

Confira:

Ao final, Barroso diz que, apesar de o presidente Jair Bolsonaro e apoiadores dele serem favoráveis ao voto impresso, ele descarta essa possibilidade, por enquanto:

“Isso não depende do TSE. Dependeria do Congresso aprovar a emenda e do STF considera-la constitucional”, declarou o ministro, lembrando que, no Brasil, há uma carta magna que rege a conduta de todos os cidadãos. Mas que, algumas vezes, é deixada de lado.

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da Redação
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