Dilma perde apoio até de seus vice-líderes no Senado

Dilma não conta mais nem com o apoio dos senadores que ocupavam a vice-liderança do governo no Senado.


Wellington Fagundes (PR-MT) e Hélio José (PMDB-DF), declararam nesta sexta-feira (22), na tribuna do plenário, que vão votar pela instauração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Com isso, o número de senadores já declaradamente favorável à admissibilidade do impeachment é a maioria esmagadora, não restando mais dúvida alguma de que Dilma será afastada nos próximos dias.

Wellington Fagundes, em discurso na tribuna do Senado, disse que a presidente Dilma Rousseff "falhou" no diálogo com o Congresso e na demora em realizar reformas que pudessem mitigar a crise econômica e política. "Vamos votar, sim, pela admissibilidade, porque, politicamente, o país já está maduro para isso. A população se manifestou e, felizmente, não tivemos nenhum incidente. Ou seja, a democracia está funcionando plenamente. Os Poderes estão funcionando plenamente", afirmou ele.

O senador ainda citou um encontro que teve com a presidente Dilma, há dois meses, no qual ela lhe perguntou qual seria a posição do Senado sobre o impeachment. "Eu não hesitei em dizer para a presidente da República: 'Presidente, hoje o clima no Senado é pela admissibilidade, porque todos nós aqui somos políticos e temos que ouvir a população, temos que ouvir as vozes das ruas'", narrou.

O senador Hélio José afirmou que ‘na comissão de admissibilidade, serei pela admissão do processo". Deixando em aberto como será o seu voto no julgamento, que deverá ser realizado no prazo máximo de 180 dias.

No julgamento os parlamentares ganham a atribuição de juízes e, por isso, não devem anunciar com antecedência se condenarão ou não a presidente Dilma Rousseff pelo crime de responsabilidade.

da Redação

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