“Abrace o Marajó”, do Governo Federal, levará, pela primeira vez na história do arquipélago, internet e energia elétrica a ribeirinhos

08/01/2021 às 13:48 Ler na área do assinante

Se depender do Governo Bolsonaro, a população do arquipélago do Marajó, no estado do Pará, terá acesso à internet, energia elétrica e será beneficiada por outras 108 iniciativas previstas no plano de ação do programa “Abrace o Marajó”. O planejamento das 110 metas será executado até 2023 pela ministra Damares Alves, titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

O lançamento das ações ocorreu no município de Breves, interior do estado paraense, em outubro de 2020, e trouxe grande alívio para a população da região que vive em extremo estado de pobreza. A cerimônia contou com a presença da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, de Comunicações, Fábio Faria, e do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

“Eu acredito no povo brasileiro. Juntos, vamos sair dessa para outra muito melhor. O povo brasileiro é trabalhador, é responsável e esse povo é cristão. Quem tem Deus no coração supera qualquer obstáculo. Breves, já estou com saudade de vocês. O que fazemos por vocês não é virtude, é obrigação. Contem com o nosso governo!”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro durante o evento.

As ações do plano são voltadas à geração de empregos e promoção da melhoria da dignidade, da educação e da saúde da população ribeirinha e, em até três anos, pretende levar banda larga e conectividade 4G e 5G para o arquipélago com eficiência e segurança.

Uma outra iniciativa muito importante para o Marajó é chamada de “Mais Luz para a Amazônia”, do Ministério de Minas e Energia (MME), e que vai disponibilizar o serviço público de energia elétrica nas comunidades isoladas do Marajó por meio de sistemas de geração de fontes renováveis. A medida deve beneficiar cerca de 10 mil novos consumidores de energia com fontes alternativas.

Esta é uma ação de extrema urgência para a região porque vai combater a prostituição infantil na localidade. Muitos pais permitem o aliciamento dos próprios filhos em troca de diesel, que é utilizado nos motores de embarcação ou na geração de energia para as casas.

“É com muita alegria que me junto à equipe do governo para trazer esse importante programa para a Ilha do Marajó e para toda a Amazônia. Serão atendidas mais de 400 mil pessoas, mais de 80 mil famílias. Só no Marajó, serão 42 mil pessoas beneficiadas. São investimentos de R$ 3 milhões. É um dia especial para o Marajó e para o Brasil”, declarou Albuquerque.

O Marajó, maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta, possui quase 550 mil habitantes. É formado por cerca de 2.500 ilhas e tem potencial de desenvolvimento e crescimento. Mas, atualmente, dos 16 municípios que compõem a “Ilha do Marajó”, oito estão na lista daqueles com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.

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