Maia "mente" sobre a saída da Ford do Brasil e é desmascarado por chefe da Secom

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Parece que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda não aceitou muito bem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir a sua reeleição à presidência da casa. A poucos dias de “entregar” o lugar. possivelmente para o favorito do pleito, Arthur Lira (PP-AL), o deemista tem feito duras e inacreditáveis críticas ao Governo Bolsonaro.

A mais recente “tacada” de "Botafogo" veio após o anúncio do fechamento de fábricas da Ford no Brasil. No Twitter, Maia comentou a determinação da empresa americana e disse que era o reflexo da "falta de credibilidade" do governo em segurança jurídica e sistema tributário.

Em resposta, o chefe da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), Fábio Wajngarten, disse que Maia busca holofotes e que a deliberação da marca não tem relação com a situação atual do país.

"O fechamento da Ford é uma demonstração da falta de credibilidade do governo brasileiro, de regras claras, de segurança jurídica e de um sistema tributário racional. O sistema que temos se tornou um manicômio nos últimos anos, que tem impacto direto na produtividade das empresas", alegou Maia.

E continuou:

"Espero que essa decisão da Ford alerte o Governo e o parlamento para que possamos avançar na modernização do Estado e na garantia da segurança jurídica para o capital privado no Brasil".

Fábio Wajngarten não deixou “passar em branco” a publicação de Maia e acusou o atual presidente da Câmara de mentir sobre o assunto.

"A verdade dos fatos: a Ford mundial fechou fábricas no mundo porque vai focar sua produção em SUVs e picapes, mais rentáveis. Não tem nada a ver com a situação política, econômica e jurídica do Brasil. Quem falar o contrário mente e quer holofotes", disparou o secretário de comunicação, também no Twitter

A decisão de encerrar a produção de veículos de passeio é global e foi tomada há dois anos. A Ford concluiu que reina absoluta na venda entre as picapes e utilitários. A "F-Series" é um fenômeno comercial e há vários anos emplaca a menor caminhonete da linha, a F-150, como o veículo mais vendido dos Estados Unidos. Porém, com os veículos leves, não acontece o mesmo. Além de não serem os modelos preferidos nas Terras do Tio Sam, vêm sofrendo fortíssima concorrência das montadoras europeias e asiáticas.

Assim, a matemática da montadora tem sido clara: ao invés de investir milhões de Euros no desenvolvimento de carros elétricos, como faz as concorrentes, a empresa resolveu apostar todo o seu conhecimento em caminhonetes, SUVs e o lendário Mustang.

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da Redação
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