“Partido globalista do Great Reset” versus “partido antiglobalista do Grande Despertar”: De que lado estamos e com quem devemos nos aliar?

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“Devemos rever nossa atitude em relação à tecnologia. Microsoft, Google, Twitter, Apple, Youtube, Facebook e assim por diante não são apenas ferramentas comerciais – presumivelmente “neutras”. Elas são armas ideológicas e máquinas de vigilância e censura. É preciso destruí-las”. Aleksandr Dugin
“A luta se torna universal. O Partido Democrata dos EUA e seus representantes globalistas – incluindo todas as indústrias de alta tecnologia e as Grandes Finanças – a partir de agora é a encarnação clara do mal absoluto”. Aleksandr Dugin

Conforme por anos vinha sendo anunciado por supostos “teóricos da conspiração”, passando posteriormente a ser revelado pela elite global mesma (que hoje sequer esconde suas pretensões), a união dos grandes monopólios (‘Big Pharma’, ‘Big Tech’, ‘Big Media’, etc) com a elite econômica de Wall Street, tendo em vista um propósito comum (‘Great Reset’, ‘nova ordem mundial’), está cada vez mais evidente. Aliás, trata-se de algo impossível de ser ignorado.

Em outros textos que publiquei aqui no JCO e em ‘A Verdade’ eu já insistia na relação espúria entre a elite econômica global e a ideologia socialista, planificadora e hostil à liberdade, a qual é adequada a todo aquele grupo que deseje se manter no poder.

Ver, por exemplo:

https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/26099/o-mundo-ja-esta-sob-nova-direcao

Parece-me que agora está claro que não há paradoxo algum nesse “casamento” da elite econômica mundial com o socialismo (especialmente com sua visão planificadora e avessa à liberdade): afinal, socialismo nunca foi (para seus artífices) sobre amenizar o sofrimento e a pobreza, mas sobre concentrar a riqueza nas mãos de uma oligarquia (no caso presente, de uma oligarquia global).

De qualquer forma, um evento que, a meu ver, marcou a grande implantação desse pacto diabólico ocorreu recentemente, no dia 06 de janeiro de 2021. Nesse dia as forças das trevas eclipsaram a luz.

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/21216/filhos-da-luz-versus-filhos-das-trevas-como-a-carta-do-arcebispo-vigano-a-trump-vale-tambem-para-bolsonaro

Até então, o dia 07 de Dezembro de 1941 era conhecido, nos USA, como o “dia da infâmia” (data do ataque a Pearl Harbor). No entanto, 06 de janeiro de 2021 será conhecido, também, e sobretudo, como “dia da infâmia”, e provavelmente obliterará o ataque a Pearl Harbor, especialmente na memória daqueles que reverenciam os valores e instituições que pavimentaram o caminho para a prosperidade dos USA. Nesse dia, 06 de janeiro de 2021, foram atacados brutalmente os já depauperados pilares da bonança estadunidense, especialmente a liberdade.

Desse modo, imediatamente após a invasão do Capitólio, orquestrada para que seus danos fossem atribuídos aos manifestantes pró-Trump, as grandes redes sociais começaram o expurgo de Trump e de todo aquele que manifestasse alguma simpatia por ele ou por ideias conservadoras pela mesma razão. Aliás, não apenas conservadoras: mesmo o político libertário Ron Paul foi bloqueado pelo Facebook por defender a liberdade de expressão de Donald Trump.

Por certo já havia, antes do dia 06, perseguição a conservadores, cristãos e liberais, especialmente nas redes sociais. Mas havia, também, ainda que cada vez mais frágil, um contrapeso: Donald Trump. Assim, imediatamente após a conturbada sessão que anunciou Joe Biden como presidente em uma eleição escancaradamente fraudulenta, o atual presidente Trump foi banido do Twitter e suspenso do Facebook e do Instagram.

A ideia é torna-lo incomunicável, uma espécie de exilado. Não surpreende que, em seguida, Amazon, Apple e Google baniram o Parler, uma das poucas plataformas que asseguravam a liberdade de expressão, na qual conservadores ainda podiam se manifestar. Para que se tenha clareza sobre como o ataque foi planejado, não apenas o Parler foi proscrito pela Big Tech: no mesmo dia seus advogados o abandonaram.

E toda tentativa de hospedar o aplicativo em outra plataforma foi fracassada, pois nenhuma empresa quer ser associada com o Parler e seus milhões de usuários (lembrando que Google Play e Apple Store possuem o monopólio da distribuição de aplicativos).

Isso nos permite ter uma ideia da dimensão da esfera de poder da Big Tech, o que não surpreende, especialmente na medida em que sabemos que em torno de 75% dos serviços de internet estão sob o domínio de 4 empresas: Amazon Clouding Services, Azure/Microsoft, Google e Ali Baba.

E a proscrição está apenas começando. Nessa semana, por exemplo, a elite de Wall Street anunciou que irá suspender suas doações para campanhas eleitorais, especialmente para apoiadores de Trump. J.P. Morgan, Citigroup, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bank of America, Wells Fargo, Corporate America, Marriott, Blue Cross Blue Shield, são algumas das empresas que já anunciaram essa iniciativa. Aliás, essas são as mesmas corporações que apoiaram, no ano passado, Black Lives Matter e demais grupos terroristas anti-polícia que causaram inúmeras mortes, violência e destruição.

Tal estratégia, aliás, não é nova. Como descrevo noutros textos (a partir do livro de Antony Sutton), foi a elite de Wall Street que financiou e promoveu, por exemplo, a revolução russa, a qual foi causa de miséria e de mais de cem milhões de mortos. Não apenas isso, essa mesma elite também esteve presente na ascensão do nazismo (como fartamente documentado também por Antony Sutton).

Desse modo, insisto na questão: alguém ainda acredita que a elite econômica global é antissocialista?

Por certo, não há incompatibilidade aqui: a elite econômica global abomina a liberdade, pois liberdade implica em mobilidade social, algo inadmissível para aqueles que pretendem manter o poder. Toda sociedade fechada é contrária à liberdade, pois ela pretende impedir a mobilidade social.

E onde impera a liberdade vige a individualidade, a possibilidade de o indivíduo ascender desde suas capacidades. Isso acaba por ocasionar a frequente transferência de poder, o qual, por séculos, tem estado sob o domínio de pouquíssimas famílias cuja riqueza e poder é global. Nesse sentido, o socialismo lhes interessa como “método” para a obtenção e manutenção de poder.

Por essa razão não surpreende que recentemente o site ‘Diário da Causa Operária’, do Partido da Causa Operária (PCO), tenha se manifestado em defesa de Trump quanto ao seu banimento das redes sociais. E, vejam que o PCO se declara “verdadeiramente revolucionário e comunista”. No entanto, eles se aperceberam de uma distinção fundamental entre o socialismo tal como eles (PCO) o defendem e o globalismo: o globalismo fomenta o socialismo como estratégia para assegurar o poder ditatorial de monopólios.

Mas eles (PCO) não se limitam a defender Trump diante de seu banimento das redes sociais: eles reconhecem a fraude eleitoral que colocou Biden na presidência dos USA, ao se referirem à eleição estadunidense como “uma das eleições mais fraudulentas da história”.

Isso apenas revela que, dentre os que verdadeiramente defendem o socialismo, há aqueles que estão se apercebendo que o socialismo está sendo novamente usado para a preservação de algumas oligarquias, as quais se beneficiaram imensamente de regimes socialistas e do regime nazista.

A propósito, aproveitando o ensejo, gostaria de mencionar também um texto que li recentemente, de Aleksandr Dugin, um dos mais importantes geopolíticos russos da atualidade, intitulado “O grande despertar americano: o trumpismo é muito mais importante do que Trump”.

Com efeito, nesse texto Dugin também reconhece que Big Tech e Big Media estão alinhadas com a elite globalista em uma declarada guerra contra a liberdade de expressão, particularmente daqueles cujas posições contrariem os objetivos da elite globalista. Segundo ele, a “era Biden” será uma era de totalitarismo. Por essa razão ele exorta os “setores anti-imperialistas do mundo” a não se colocarem contra os USA, mas contra o globalismo, em apoio aos patriotas.

Ele divide os USA em uma metade totalitária e outra metade oprimida, reconhecendo que o que ocorreu nos USA não foi uma eleição, mas um golpe de estado “realizado pela conspiração das elites ilegítimas”. Em seus termos, “a presidência americana foi sequestrada”. Dentre as estratégias usadas pelos globalistas ele cita “eleições roubadas”, “fraude” e “campanha de desinformação”.

Segundo ele, não se trata mais de “russos contra estadunidendes”, “ocidente contra oriente”, “cristãos contra muçulmanos”, etc. Trata-se de “globalistas contra antiglobalistas”. Aquela imagem que ainda temos, da “guerra fria”, em que estavam em lados opostos Rússia e USA, já não existe, pois, de acordo com Dugin, “a américa que conhecíamos não existe mais”. Ainda de acordo com suas palavras: “estamos em guerra contra os democratas – com apenas metade dos USA – e não com os USA enquanto tal”.

O combate que está ocorrendo nos USA, o qual temos acompanhado especialmente no decorrer de sua eleição presidencial, é um combate global. Não se trata de uma guerra doméstica, mas de uma guerra pelo estabelecimento de uma oligarquia global. Hoje, no mundo, existem apenas dois partidos: “o partido globalista do Great Reset e o partido antiglobalista do Grande Despertar” (“última revolta”).

Portanto, não há, nesse momento, lugar intermediário. Devemos escolher o nosso lado. Nesse momento os USA estão sendo subjugados pelo globalismo. Não nos parece restar muitas alternativas exceto formar alianças com aqueles que também se colocaram contra a agenda do ‘Great Reset’ e da ‘nova ordem mundial’, caracterizada pela tecnocracia e pelo transhumanismo. Nesse sentido, dado o atual contexto geopolítico, uma aproximação mais acentuada com a Rússia talvez seja uma alternativa de nos unificarmos na guerra contra o avanço do globalismo. Afinal, “a luta se torna universal.

O Partido Democrata dos EUA e seus representantes globalistas – incluindo todas as indústrias de alta tecnologia e as Grandes Finanças – a partir de agora é a encarnação clara do mal absoluto”.

Dessa maneira, o globalismo, enquanto “encarnação do mal absoluto”, é, hoje, o inimigo comum daqueles que lutam pelo “grande despertar”. Unamo-nos, pois, àqueles que ainda resistem e se revoltam. Busquemos não pelo que nos separa, mas pelo que nos une.

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Foto de Carlos Adriano Ferraz

Carlos Adriano Ferraz

Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio doutoral na State University of New York (SUNY). Foi Professor Visitante na Universidade Harvard (2010). É professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), bem como membro do Docentes pela Liberdade (DPL) nacional e diretor do DPL/RS.

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