Carla Vilhena, nova contratada da CNN, defende o STF, mas Coppola interrompe e a deixa sem saída (veja o vídeo)

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A jornalista Carla Vilhena, recém-contratada pela CNN Brasil, em outubro de 2020, adotou um tom crítico ao se referir ao presidente Jair Bolsonaro e tentou defender o Supremo Tribunal Federal (STF); alegando que a Suprema Corte não tinha anulado todos os direitos do chefe do Executivo em tomar decisões sobre o combate da pandemia da Covid-19 em estados e municípios brasileiros.

Ao chamar o comentarista político, Caio Coppola, para comentar o caso, a ex-global disse:

“O Supremo Tribunal Federal (STF) reagiu à afirmação do presidente Jair Bolsonaro de que a Corte proibiu o Governo Federal de atuar no enfrentamento da Covid-19. Em nota, o Supremo afirmou que é responsabilidade de todos os entes da Federação adotarem medidas em benefício da população brasileira”, alegou.
“Isso significa que estados, municípios e a União devem determinar como vão atuar no enfrentamento ao novo coronavírus”, justificou Vilhena.

E completou:

“Caio, na sua avaliação, o STF prejudicou o trabalho do Governo no enfrentamento da pandemia? E o poder judiciário interfere, de forma negativa, nas ações do Executivo? O que você acha?”

Em resposta à comunicadora, Caio disse:

“A União vem adotando medidas dessa natureza (envio de medicamentos e equipamentos solicitados pelos entes federados), como foi explicitado pelo governador do Amazonas que, ontem, em coletiva à imprensa, agradeceu e elogiou, efusivamente, a atuação do Ministério da Saúde nas crises sanitária e de abastecimento naquele estado.”
“O presidente conhece as suas atribuições e suas eventuais contribuições práticas ao enfrentamento da pandemia”, complementou Caio.
“A gente sai, agora, do campo da interpretação de texto e volta aos fatos: na ação direta de inconstitucionalidade, número 6341, julgada pelo plenário do Tribunal, em abril do ano passado, o Supremo assegurou a autonomia de estados e municípios pra decidirem, de forma independente, sobre questões de isolamento social, quarentena, locomoção por rodovias, portos e aeroportos, classificação de atividades essenciais, funcionamento de serviços públicos e restrição à circulação de trabalhadores.”

O comentarista político alegou que, na hierarquia das normas, prefeitos e governadores não estão mais subordinados aos Decretos do presidente da República, conforme havia sido determinado pela Lei Federal da pandemia, aprovada em fevereiro do ano passado, pelo Congresso Nacional.

E continuou:

“Quando eu li, hoje, as manchetes: ‘STF desmente Bolsonaro’. Eu me vi obrigado a concordar em parte porque, de fato, o Governo Federal realizou muitas ações de combate à crise; apesar do Tribunal ter esvaziado algumas prerrogativas do presidente da República”, ironizou Coppola.

Carla ainda tentou “esclarecer” que as medidas de estados e municípios, outorgadas pelo STF, não foram adotadas “a seu bel prazer”. Mas, o jornalista interrompeu a fala da colega e concluiu:

“Mas, Carla, havendo conflito (de interesses), prevalece o entendimento de governadores e prefeitos. A prova mais eloquente disso foi esse exemplo que eu acabei de dar; quando Bolsonaro coloca lista as atividades essenciais e os governadores não adotam”, finalizou, deixando a comunicadora sem justificativa.

Confira o vídeo:

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da Redação
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