Impeachment com leite condensado: A receita da esquerda perdeu o prazo de validade muito depressa

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Vivemos tempos bizarros: as sociedades, por vezes, confrontam-se com momentos capitais em que escolhas existenciais são feitas. Momentos que ditam o devir coletivo, que traçam as linhas essenciais da organização comunitária por décadas. Cremos que este é um desses momentos; e os sistemas instalados um pouco por todo o mundo também já o perceberam.

Depois dos EUA, o foco dos globalistas virou-se para o Brasil (note-se que utilizamos aqui a expressão globalista com o sentido de cultores de correntes anti-patriotas, para quem o Estado-Nação é uma realidade pretérita, uma peça de museu e não um “smart device” político do futuro).

Daí a pressão que se intensificou visivelmente nas últimas semanas sobre o Presidente Bolsonaro e seu Governo. Se é verdade que todo o aparelho difuso de poder – onde avulta a comunicação social – foi sempre implacável com o Presidente Bolsonaro (salvo honrosas exceções), a verdade é que o criticismo subiu de tom nas últimas semanas. E não foi o tom – começou a materializar-se em atos concretos.

O que é que a esquerda e alguma (dita) direita estão tentando fazer?

Fácil: os opositores do Governo e da mudança no Brasil estão mobilizando-se para replicar as táticas, as manobras, as guerrilhas usadas pelos democratas nos EUA contra o Presidente Trump.

O objetivo é importar a narrativa de que o Presidente Bolsonaro também incita à rutura das instituições democrático-constitucionais, à insurreição, que a atual administração brasileira tem negócios com potências estrangeiras (vai uma aposta que a esquerda, com a conivência da direita dos interesses, vai recuperar o discurso antissemita e anti-americano?) e institucionalizou práticas corruptas (esta dará para rir, até atendendo de quem vem…).

Numa palavra: desgastar ao máximo o Presidente Bolsonaro e sua Administração, logrando alcançar no Brasil o mesmo que a esquerda conseguiu nos EUA. Sem olhar os meios: o que interessa é apenas o fim – reconquistar o poder.

Não deixa de ser curioso – e eloquente – observar que parece haver alguma direita mais ciosa em se coalizar com a esquerda do que em lutar pelos valores do Brasil livre e patriótico.

Há, infelizmente, também no Brasil uma direita que prefere rejeitar os esforços a reerguer país, nação gigante que acordou - e ajudar aqueles que só teimam em voltar ao Brasil, nação pequena que se acomodou. Acomodou ao socialismo da miséria e da pobreza.

Daí a estória do leite condensado: parece que o “Leite Moça” é o problema mais grave do Brasil, adulterando-se fatos, manipulando-se datas e números para chegar ao objetivo pretendido: ajustar à realidade à narrativa de que Jair Bolsonaro é mais corrupto que Lula/Dilma.

É uma tática típica da guerra da informação que vivemos: a comunicação social (a generalidade) já não faz jornalismo – faz contrainformação, sendo apenas um instrumento de inteligência política.

Da mesma forma que hoje um jornal, uma televisão (por menor que seja) consegue destronar empresas cotadas em bolsa apenas com o lançamento de um boato ou de um rumor; da mesma forma que uma celebridade pode virar besta de repente apenas porque um “jornalista” não gosta dela – também se utiliza a mídia para destronar políticos eleitos, subvertendo as regras da democracia.

A esquerda e a direita globalista (que precisa da esquerda para promover a sua agenda) sentem-se exaltados com o que sucedeu nos EUA – como a esquerda unida movimentou todo um aparelho de poder difuso, apesar dos votos do povo norte-americano, para quebrar um movimento político e impor a sua vontade.

A esquerda sente que este é o seu momento; não pode perder tempo sob pena de a história começar virando em favor do Presidente Bolsonaro e do seu movimento político.

Daí que tenham que inventar tudo – o leite condensado é apenas um ingrediente para a receita de desgaste permanente , por via de guerra comunicacional, da atual Administração. Segundo consta alguns políticos do Congresso já têm preparada uma outra estória sobre a Amazônia, envolvendo pessoas próximas do Presidente Bolsonaro.

E depois seguir-se-á uma outra estória sobre os seus filhos. E depois uma outra estória sobre as ameaças à liberdade de imprensa da Administração Bolsonaro.

E depois uma outra estória sobre como Bolsonaro, na verdade, é que esteve por detrás do vírus do Partido Comunista Chinês, porque se atreveu a criticar o regime totalitário chinês…

E depois uma outra estória sobre como, na verdade, Presidente Bolsonaro até gostou do vírus porque tem negócios com a China, mas a China não gosta de Bolsonaro.

E depois virá…puxa vida! Agora, as leitoras e os leitores acrescentem mais, pois a nossa imaginação já terminou por hoje…

Uma última nota apenas para salientar que num aspecto a mídia têm razão: o Presidente Bolsonaro foi infeliz quando afirmou que o leite condensado serviria para enfiar no “r*abo de jornalistas”.

Ora, para nós, isto é um insulto gravíssimo – para o “Leite Moça”, cuja qualidade e gosto único (o contrário, portanto, do trabalho de alguns ditos jornalistas) não merecem tamanha sorte. Por favor, Presidente Bolsonaro, não incite ao desperdício de leite condensado em fins inúteis.

O presente texto já vai longo – fiquemos por aqui, até porque agora iremos comer pão com leite condensado, cuja receita aprendemos lendo uma entrevista do Presidente Bolsonaro e seus gostos culinários.

Calma, esquerdistas, calma: garantimos que os gastos com leite condensado estão dentro do nosso orçamento doméstico e usamos marca brasileira, ajudando à economia do país.

Estamos, pois, a salvo de qualquer impeachment doméstico…

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João Lemos Esteves

Articulista. Reside em Portugal.  Representante do INISEG (Instituto de Estudos de Segurança Internacional) USA. 

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