A nova legislatura e o que poderia ter ocorrido no país se não fosse a atuação desprezível de Maia

Ler na área do assinante

Siga o Jornal da Cidade Online no Google

Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.

Adicionar

No início da semana publiquei aqui nessa minha coluna um texto chamado “o bolsonarismo avança”, no qual destaquei o mérito do Presidente Bolsonaro na eleição para presidente das Casas Legislativas, fazendo menção a um texto por mim escrito na época da campanha eleitoral, e que consta do meu livro, chamado Escritos Conservadores (https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/26667/o-bolsonarismo-avanca-a-velha-midia-que-afirmava-que-a-onda-bolsonaro-limitou-se-a-2018-ainda-nao-entendeu-nada).

Pois agora leio na mídia que, ultrapassada a eleição legislativa, o Governo Federal – leia-se: Executivo – entregou aos Presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), uma lista com os projetos prioritários do governo (https://congressoemfoco.uol.com.br/legislativo/lista-bolsonaro-pacheco-lira/).

Muitos desses projetos se encontram parados na Câmara desde 2019, o primeiro ano do Governo Bolsonaro, nem se precisa dizer por qual razão: pela sabotagem institucional cometida explicitamente por Rodrigo Maia, apenas para impedir o presidente Jair Bolsonaro, eleito com ampla maioria de votos, de conseguir implementar a agenda de propostas que o elegeu.

E daí eu fico aqui pensando sobre o que poderia ter ocorrido no Brasil nesses 2 primeiros anos de governo Bolsonaro, se não fosse a atuação desprezível de Maia (e também Alcolumbre, em menor proporção) ao segurar as proposições legislativas enviadas pelo Executivo, atrasando-as ou sequer as colocando para tramitar, como por exemplo as várias medidas provisórias que caducaram por não terem sido aprovadas no prazo limite de 120 dias, e que eram nitidamente de interesse da população, como (i) a concessão do 13º aos beneficiários do programa Bolsa-Família, (ii) a que desobrigava as empresas a publicarem balanços em jornais, (iii) a que alterava as regras de direitos de transmissão de partidas de futebol no Brasil, (iv) e etc.

Tal qual feito por mim no início da semana aqui nessa minha coluna, no texto “o bolsonarismo avança”, faço menção a outro artigo que escrevi, a respeito do ritmo dos trabalhos no Parlamento brasileiro, sob o governo de Jair Bolsonaro, chamado “notas sobre o tempo parlamentar”.

Esse artigo foi escrito no final de novembro de 2019, em reflexão à parte da militância de direita que achava – e ainda acha – que bastava, em uma democracia como a de um país continental como o Brasil, o Presidente da República meter o pé na porta e tirar do caminho os que atravancam, para conseguir implementar as mudanças necessárias.

Definitivamente, mesmo o nome do meio de Bolsonaro sendo “Messias”, ele não é capaz de, tal qual Moisés, encostar na parede com seu cajado e “abrir o Mar Vermelho”. Infelizmente não é assim que as coisas funcionam, em uma democracia.

Confiram o que escrevi lá naquele texto, e que igualmente consta do meu livro. Entendo que, agora que se inicia a nova legislatura no Congresso Nacional, ele está mais atual do que nunca. Segue o excerto (grifou-se):

“O meu sonho de vida é ver os eleitores brasileiros vencendo a sua falta de critério crônica para escolher os seus representantes no Parlamento.”
O país só funcionará de maneira mais eficiente quando se melhorar o nível dos deputados e senadores. Não basta, apenas, eleger um Presidente da República que não pratique corrupção, e que tenha um plano de mudança para os rumos do país. Aliás, nesse particular, Jair Bolsonaro tem ótimo desempenho para todas as medidas para as quais não é necessário o Congresso Nacional.
Mas, na democracia brasileira, praticamente tudo que o Executivo faz acaba, de alguma maneira, passando pelo Parlamento, que ainda não assimilou (digamos assim) os novos anseios da sociedade, e está atuando de forma contrária à vontade do povo.
Portanto, o prazo de aprovação de proposições legislativas nada tem a ver com a hierarquia da lei (Emenda Constitucional, Lei Complementar, Lei Ordinária, ou Medida Provisória). Quem impõe a velocidade para a tramitação de um projeto é o Presidente da Casa Legislativa e os próprios parlamentares.
Essa é a verdade. Como já disse um amigo, “o Brasil cresce à noite, enquanto os políticos dormem”.
Além do mais, mesmo se assim não fosse, na democracia brasileira pura, hígida, saudável, as mudanças são lentas. E bastante lentas mesmo. A estrutura do Estado é tão grande, mas tão grande, que a engrenagem do sistema democrático, para girar, precisa de muito tempo.
Vejam por exemplo a PEC da Previdência, de que se falou antes, que demorou quase 1 ano legislativo inteiro a ser aprovada pelo Parlamento. Vejam os projetos legislativos, como demoram a serem convertidos em lei, já que precisam passar por inúmeras comissões e várias sessões deliberativas, antes de serem votados em plenário. Vejam a implantação de políticas públicas, que muitas vezes são questionadas no Judiciário e ficam em suspenso.
Assim é o nosso modelo democrático. O reconhecimento de centenas de direitos constitucionalizados, lá no final dos anos 80, deu nisso: Estado inchado, com dezenas de órgãos da Administração Direta e Parlamento com 600 componentes.
A democracia “rápida” que muitos brasileiros esperam não existe. Ela existiu no passado, nos governos PT e PSDB, e sabemos a que custo ela era veloz: ao custo da distribuição de recursos, do loteamento dos cargos governamentais, e do saque ao orçamento do Estado.
Esse modelo de resultados rápidos não virá, a não ser com uma ruptura institucional, ruptura essa que jamais acontecerá com Jair Bolsonaro, que já demonstrou ser uma pessoa que segue à risca o regime democrático em vigor.
Com efeito, essa “democracia rápida” (e tudo o que ela envolve) não combina com o método de governar de Jair Bolsonaro, mas sim da própria extrema-esquerda e os seus aliados, que dominaram o cenário político até o final do ano passado, transformando o Parlamento em um mero carimbador e chancelador dos projetos do Executivo.
A verdade é que, a despeito do que dizem, o Presidente Jair Bolsonaro vem fortalecendo a democracia brasileira, com a separação total entre os Poderes e o fortalecimento das instituições, interrompendo a relação promíscua que existia antes. Ele está levando Montesquieu ao pé da letra, no Brasil. E o preço que estamos pagando é este aí: mudanças estruturais muito lentas, e a “roda girando”, a engrenagem funcionando contra nós mesmos.
Mas é muito melhor um governo como esse que Bolsonaro vem fazendo, sem corrupção interpoderes, e sem o viés antidemocrático de antes, do que a “democracia rápida” que almejam alguns.
As mudanças têm que ser graduais e, principalmente, estruturais. Por isso que eu digo: se 4 anos é muito para um governo ruim, é pouco para um governo bom. E essa é a razão pela qual Bolsonaro tem que ser conduzido a um segundo mandato, para que ele prossiga nas reformas necessárias ao país, pavimentando a estrada para a continuidade do trabalho iniciado em 2018, até que se consiga mudar as coisas de verdade.” (Escritos conservadores, pp. 189/191)

Por isso que, tal qual escrevi àquela ocasião, sabendo-se que 4 anos é muito para um governo ruim, e pouco para um governo bom, temos que começar de uma vez por todas a companha para a reeleição de Jair Bolsonaro. Ele que ser conduzido a mais um mandato, pelo bem do Brasil.

——

Para adquirir meu livro, Escritos conservadores, faça seu pedido via Whatsapp (24-988466699), e trate diretamente comigo sobre a remessa. O valor é R$ 44,00, e a tarifa dos Correios, R$ 10,70 (total: R$ 54,70). Posto com uma dedicatória exclusiva para o interessado.

Aproveite, pois quando acabarem os exemplares que possuo não será feita nova tiragem; nesse momento, partirei para a publicação do meu novo livro, com título (provisório) de “o despertar do Brasil”, que conta a história ocorrida no país desde a campanha eleitoral, em 2018, até agora, para registro futuro, que levou à eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, a atuação de seu (de Bolsonaro) governo, a atuação do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal durante o governo de Jair Bolsonaro, e a participação do povo nisso tudo.

Foto de Guillermo Federico Piacesi Ramos

Guillermo Federico Piacesi Ramos

Advogado e escritor. Autor dos livros “Escritos conservadores” (Ed. Fontenele, 2020) e “O despertar do Brasil Conservador” (Ed. Fontenele, 2021).

Ler comentários e comentar