“Quando a política entra pela porta do tribunal, a justiça foge pela janela”, Rodrigo Pacheco

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O momento é singular para aqueles que queiram participar das mudanças que o Brasil pede, ou melhor, exige.

Milhões de brasileiros esperaram pacientemente a mudança no comando das casas legislativas do Brasil, Câmara dos Deputados e Senado Federal, com Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, respectivamente, e ao que tudo indica, por suas primeiras ações, isso pode trazer à luz a governabilidade, tão necessária, que durante dois anos foi negligenciada e perturbada pela oposição, em seus vários braços na sociedade.

Arthur Lira e Rodrigo Pacheco já deram os primeiros passos com este fim, e o cartão de visita de cada um deles já foi carimbado positivamente pelo cidadão brasileiro. Haja vista o reflexo no desequilíbrio que algumas pessoas e setores da república apresentaram.

Mas quero associar, na pessoa de Rodrigo Pacheco, a significância que existe entre a postura do presidente do Senado com relação ao judiciário brasileiro. Fico bem à vontade para discorrer sobre o tema à medida que a origem, profissional e política dele, abre um enorme espectro de conhecimento e sensatez.

Nascido rondoniense, Pacheco, ainda criança mudou-se para Minas Gerais, radicado na cidade de Passos, e depois, para Belo Horizonte onde formou-se advogado e tornou-se político. Apenas para ilustrar sua formação profissional, seu período de estagiário foi feito no escritório de um dos maiores nomes da advocacia brasileira, Ariosvaldo Campos Pires.

Conhece profundamente a OAB, que desde sempre participava ativamente em comissões e conselhos da instituição. Foi o mais jovem conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, entre 2013 e 2015. E é justamente sobre a OAB, que uma de suas posições reforça essa associação que levanto aqui. Disse ele: “Podemos amadurecer esse projeto de eleições diretas na OAB”. Para loucura daqueles que a usurpam, poderemos ter novidades para moralizar essa importante instituição brasileira.

Na política, com esse pano de fundo (advocacia), Pacheco foi eleito deputado federal em 2014, onde se destacou, e levou seu nome, em 2018, para disputar o cargo de Senador da República, eleito com mais de 3,6 milhões de votos.

Com essa meteórica carreira política, Pacheco tem em suas mãos a possibilidade de abreviar o fim de aspectos nada republicanos que vem acontecendo do outro lado da Praças dos Três Poderes; no STF.

O perfil de Rodrigo Pacheco, parece lapidado para essa iniciativa. Polido, Pacheco tem os caminhos abertos para tomar decisões certeiras e cabais. A despeito do arquivamento de todos os pedidos de impeachment de ministros do STF, feito por seu antecessor, Pacheco já começa a receber novos pedidos.

E é nesse aspecto que seu nome vai, com certeza, romper as fronteiras do estado de Minas Gerais e tornar-se uma figura de relevância nacional. Ele sabe da importância do seu papel.

Acatar UM pedido de impeachment, o que não significa nenhum tipo de condenação antecipada, pelo contrário, abriria possibilidade de, em plenário do senado, haver discussão sobre condutas (in)constitucionais de determinado membro da mais alta corte do país. Na mais legítima, ordeira e legalista, o plenário é que vai tomar a decisão final.

Do âmago de seu perfil, Pacheco já demonstrou que não carece de subterfúgios para posicionar-se quanto à sua forma de pensar e seus princípios. O título deste artigo - “Quando a política entra pela porta do tribunal, a justiça foge pela janela”, já denota sua percepção de que algo não bate bem na ordem institucional e respeito aos poderes.

Por ocasião de sua participação num evento promovido pela Faculdade de Direito da FESP (Fundação de Ensino Superior de Passos), em 2014, demonstrando gratidão e emoção de estar ali (sua terra de coração), Pacheco externou em vários momentos sua lucidez com relação ao que acontece envolvendo o judiciário brasileiro. Deu uma aula magna para os alunos da faculdade - Tema: Direitos e Deveres dos Advogados -, e dela, destaco algumas colocações pertinentes ao que pensa.

Leia:

“Nós vivemos no Brasil, hoje, a politização das decisões judiciais e a judicialização das questões que não tinham que estar no poder judiciário”.
“Não podemos viver uma ditadura do judiciário. Sacrificaria a sociedade brasileira, as instituições, a advocacia e o direito que a advocacia defende”.
“Juízes são fundamentais para o processo democrático, mas igualmente são importantes os promotores, advogados e prefeitos”.
“É preciso fortalecer o legislativo e o executivo para que o judiciário não seja o anteparo de todos os problemas da sociedade brasileira”.

Rodrigo Pacheco pode alçar voos mais altos, bem mais altos, e ver seu nome, no futuro, gravado em tons dourados nos pilares da DEMOCRACIA e da POLÍTICA BRASILEIRA.

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