O que aconteceria se .... o presidente afirmasse que água é necessária à saúde?

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Gostaria de fazer uma consideração adicional a um texto que publiquei recentemente aqui no JCO, o qual pode ser acessado nesse link:

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/27063/urge-julgarmos-e-condenarmos-os-criminosos-da-guerra-contra-a-covid-19

No texto referido expus apenas alguns dos diversos cientistas e pesquisas que corroboram o que nosso presidente Bolsonaro e diversas vozes silenciadas pelo establishment têm dito desde o início da pandemia, especialmente que: o lockdown não apenas é ineficiente, mas causa danos que violam o fundamento dos direitos humanos, a saber, a dignidade da pessoa humana; que a hidroxicloroquina e a ivermectina são potencialmente eficientes no tratamento precoce contra a Covid-19, de tal forma que impedir seu uso implica em negar às pessoas o acesso a uma medicação que pode promover sua saúde e assegurar sua vida.

Como no texto referido acima faço as devidas indicações às pesquisas e aos cientistas que subsidiam (com pesquisas sérias, conduzidas com os rigores da metodologia científica) as posições supramencionadas, vou me eximir de tocar nesse ponto aqui.

O que eu gostaria, nesse momento, é de propor um “experimento de pensamento”. Às vezes é intelectualmente interessante realizarmos esse tipo de “experimento”, apenas para ampliarmos o plano dos “mundos possíveis” e os sopesarmos.

Com efeito, desde os anos 1980, quando li, pela primeira vez, a série da Marvel intitulada “O que aconteceria se ...” (“What if?”), aquela publicada entre 1977 e 1984, gosto de entreter a imaginação e o pensamento com esse tipo de reflexão.

Assim, ainda no ano passado, quando o mainstream midiático, artístico, acadêmico, etc, (e a esquerda em geral) passou a atacar e a ridicularizar nosso presidente por conta de sua defesa do tratamento precoce, o qual envolve medicamentos como hidroxicloroquina e ivermectina, encetei algumas reflexões sobre ‘o que aconteceria se’ o presidente passasse a recomendar, por exemplo, o consumo de água tendo em vista os seus benefícios para a saúde.

Sei que é uma especulação extremada, mas a ideia é essa mesmo: explorar um exemplo extremo para expor o caráter ridículo dos ataques feitos ao presidente e àqueles que compartilham de suas posições. Afinal, elas não são meras opiniões, como aquelas de youtubers, “artistas”, “digital influencers”, ets, os quais estão aparentemente isentos de fundamentar suas opiniões para que elas sirvam de princípios orientadores para elaboração de políticas públicas para o combate à Covid-19. Figuras desdenháveis e desqualificadas têm exercido uma influência impressionantemente eficiente sobre prefeitos, governadores, etc.

E isso com o apoio da mídia mainstream e da Big Tech (Facebook, Twitter, Youtube, etc) em geral.

Mas, dado nosso atual momento surreal, no qual a lógica, a ciência, a argumentação racional, o bom senso, foram abolidos, façamos, então, o seguinte experimento:

Imaginemos nosso presidente expondo a importância da água para a saúde. O imaginemos afirmando que a água regula a temperatura corporal, contribui para desintoxicar o corpo, bem como auxilia na absorção e transporte de nutrientes e no fortalecimento do sistema imunológico.

E, lembremos: tal como em relação às suas críticas ao lockdown e à sua defesa da hidroxicloroquina e da ivermectina, há diversos estudos fundamentando sua fala sobre a necessidade do consumo de água. Ou seja, não são meras opiniões, como o comprovam diversos estudos.

Sem embargo, seguindo nesse experimento de pensamento, já posso ver claramente a grande mídia afirmando, em tom depreciativo: “Presidente cita água como essencial à vida, mas ignora falta de comprovação”. “Depois da hidroxicloroquina e da ivermectina, presidente defende o consumo de, em média, dois litros de água por dia”. “Presidente usou ministérios e secretarias para difundir consumo de água, diz jornal”.

“Presidente não excluiu de suas redes sociais fotos em que promove o consumo de água”. “Presidente defende o consumo de água contra a sede”. Mesmo os “checadores de notícias” se manifestarão: “Ciência refuta falas do presidente sobre a água. Na verdade, checamos: o mais indicado são refrigerantes”.

Bom, acho que já pudemos ter uma ideia do que ocorreria no caso de o presidente, nesse mundo hipotético, recomendar a água.

Em seguida viria a censura nas redes sociais: Youtube, Twitter, Facebook, etc, removeriam de suas plataformas toda informação que promovesse o consumo de água: tais publicações seriam classificadas como notícias falsas. Todo aquele que ousasse defender o consumo de água seria acusado de propagar fake News.

Tal como no filme “Idiocracy”, a água seria “aquilo que usamos no vaso sanitário para dar descarga”. De acordo com a “ciência” vigente em nosso mundo, que já se assemelha assustadoramente àquele de “Idiocracy”, apenas o consumo de refrigerantes estaria comprovado para o consumo humano saudável.

Sei que esse experimento de pensamento pode parecer drástico, mas a ideia é simplesmente mostrar o quão grotesco é o nosso atual estado de coisas. A questão é simples: qualquer coisa dita pelo presidente, e por aqueles considerados “de direita”, será imediatamente ridicularizada, distorcida, negada.

Não importa quão bem fundada estejam suas posições, eles serão implacavelmente censurados e “cancelados” nas redes sociais, nomeados de “teóricos da conspiração”, acusados de propagarem notícias falsas, etc. Todo tipo de falácia será usado para assassinar suas reputações e desqualificar suas posições. A base teórica por eles usada será ignorada.

Pelo que podemos depreender dos ataques desferidos contra o presidente e contra aqueles que defendem posições como as que citei ao início desse texto, o que seus opositores estão fazendo não tem qualquer relação nem com a ciência nem como “salvar vidas”: trata-se de uma abjeta campanha para destruir o presidente e aqueles considerados “de direita”, ainda que isso cause miséria, sofrimento e a morte de incontáveis pessoas.

Mas, pelo que a história nos mostra, a “mentalidade esquerdista” tem algo de patológico, uma inerente disposição à mentira e à perversidade, não lhe importando se suas ações causem morte, miséria e sofrimento.

Em tempos de "censura", precisamos da ajuda do nosso leitor.

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Foto de Carlos Adriano Ferraz

Carlos Adriano Ferraz

Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio doutoral na State University of New York (SUNY). Foi Professor Visitante na Universidade Harvard (2010). É professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

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