Mulher planejou a morte do marido para ficar com amante

A professora e o amante pretendiam montar uma loja com a herança que ela iria receber

A professora da rede estadual Eliana Areco Barreto, 46, e um homem apontado como seu amante foram presos nesta quarta (3) sob acusação de serem os mandantes da morte do marido dela, o executivo Luiz Eduardo de Almeida Barreto, 49, que foi baleado.

Segundo a polícia, os dois confessaram o crime, ocorrido na tarde de segunda (1º), em uma travessa da avenida Luís Carlos Berrini, no Brooklin (zona sul). Até a conclusão desta edição, eles não tinham constituído advogados.

A polícia informou que Eliana e o chefe de segurança Marcos Fábio Zeitunsian, 46, apontado como seu amante, contrataram o ex-detento Eliezer Aragão da Silva, 46, para matar a vítima. Eliana e o executivo estavam casados havia quase 30 anos.

Silva foi preso logo após o crime. Em seu celular, a polícia encontrou fotos do executivo, o que levantou a suspeita de crime encomendado.

O casal de amantes, ainda de acordo com a polícia, pretendia ficar junto após dois anos de relacionamento, além de receber cerca de R$ 1 milhão de herança do executivo - R$ 500 mil da apólice de seguro e o restante em imóveis e aplicações.

Segundo a polícia, o dinheiro seria usado para abrir uma loja de roupas de grife em Guaratinguetá (187 km de SP), vizinha a Aparecida (180 km de SP), onde Eliana morava com o marido e os dois filhos adolescentes de 17 e 15 anos. Barreto trabalhava em São Paulo e voltava a Aparecida nos finais de semana.

A polícia passou a investigar Zeitunsian após descobrir que foi ele quem enviou as fotos do executivo achadas no celular do ex-presidiário. Além disso, no dia do crime, enquanto Silva era preso, o segurança ligou ao menos cinco vezes para o celular dele.

Segundo o delegado Jorge Carrasco, o crime era planejado havia um ano. "Com informações passadas por Eliana, Zeitunsian e Silva passaram três semanas estudando a rotina da vítima", disse.

A polícia disse ter encontrado no celular de Zeitunsian evidências do envolvimento dele com a professora, como fotos e vídeos.

O casal se conheceu na adolescência, teve novo relacionamento há 12 anos e reatou há dois anos, quando se reencontrou em uma rede social.

De acordo com a investigação, o amante pediu R$ 7.000 à professora para pagar o criminoso, mas repassou R$ 3.000 a Silva.

Os dois foram indiciados sob a acusação de homicídio triplamente qualificado.

da Redação

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