Van Hattem dispara: “Congresso se dobrou a uma decisão ilegal, inconstitucional do STF, que não tem poder para isso” (veja o vídeo)

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Em entrevista para o jornalista José Maria Trindade, do programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, nesta sexta-feira (19), o deputado federal Marcel van Hatttem demonstrou indignação e preocupação contra o posicionamento da maioria dos deputados em apoiar a manutenção da prisão do parlamentar Daniel Silveira (PSL-RJ), preso pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Estou muito chateado pela democracia brasileira. Não se tratava apenas de Daniel Silveira. Aliás, Daniel Silveira é só uma parte do processo, muito pouco relevante perto de tudo o que acaba implicando essa decisão”, explicou, adiantando que prender um deputado federal pode acarretar em outras detenções também por pensamentos contrários e críticas aos integrantes do STF.

Justificando que Silveira fez um vídeo se excedendo e pelo qual já havia pedido desculpas, van Hattem lembrou que quem deveria cuidar desse caso era o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

“Como, aliás, deve cuidar de outros casos rumorosos... A fila tá grande. Temos o deputado acusado de corrupção, com assessor levando dinheiro para gabinete e flagrado pelas câmeras daqui do parlamento. Temos deputada mandante da morte do próprio marido... E só não está presa por ser parlamentar”, exemplificou.

E completou:

“Agora, o Supremo não poderia ter feito o que fez, em hipótese nenhuma. Não existe previsão constitucional para prender parlamentar no exercício do mandato. Não existe, aliás, nem mandado de prisão em flagrante. Ou é mandado de prisão ou a prisão é feita em flagrante. Nenhum aluno de Direito do primeiro semestre vai concordar com a existência dessa figura”, disparou o deputado, detalhando mais um absurdo inconstitucional da Suprema Corte.

Concluindo a fala, van Hattem argumentou:

“O que o Congresso fez foi se dobrar a uma decisão ilegal, inconstitucional do Supremo Tribunal Federal, que não tem poder para isso. O Supremo não escreve a Constituição. Quem aprovou a Constituição foi este parlamento. Este parlamento que a emenda e, mesmo assim, este parlamento aceitou uma violação aos direitos constitucionais deste parlamentar, que pode se perpetuar ao longo do tempo”, finalizou.

Confira o vídeo:

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da Redação
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