Pagamentos irregulares do auxílio emergencial totalizam R$ 54,66 bi, em 2020, aponta TCU

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O Tribunal de Contas da União (TCU) calculou em 54,66 bilhões o valor de pagamentos indevidos relativos aos auxílio emergencial concedido durante o ano de 2020. A instituição estima que 7,3 milhões de pessoas podem ter recebido o benefício de forma irregular e que outras 6,4 milhões de mulheres foram contempladas com a cota em dobro, sem merecê-la.

Os dados foram divulgados esta semana e o TCU informou que, não fosse os pagamentos do benefício de maneira irregular, seria possível bancar três parcelas adicionais de R$ 300 a 60 milhões de brasileiros.

O Governo Federal estuda distribuir mais quatro parcelas de R$ 250 a 40 milhões de pessoas. Mas, desta vez, limitará o alcance; já que, desde o princípio, a ideia era ajudar cidadãos com renda familiar de até R$ 522,50. Porém, no decorrer da distribuição, notícias de pagamentos indevidos foram publicadas e até militares e servidores civis sacaram os valores.

"As irregularidades abordam pessoas que tinham emprego formal, outro benefício federal ou descumpriam limites de renda e membros por família que podem receber. Também integravam a base de dados pessoas falecidas ou que moram fora do Brasil", aponta o TCU.

Para resolver o problema, o Tribunal vai melhorar as bases de dados, rever as falhas das regras de elegibilidade, a autodeclaração de informações de renda e composição familiar e, ainda, a não verificação periódica dos requisitos legais.

O TCU ainda determinou que o Ministério da Cidadania verifique, mensalmente, se os beneficiários continuam sem emprego formal ou sem receber algum outro benefício federal.

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Fonte: CNN

da Redação
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