Preconceito, intolerância e as pedras no caminho

O racismo se constitui na forma mais rudimentar, arcaica do preconceito, caracterizando-se, portanto, como algo que em nada contribui para tornar o homem digno quanto a sua formação. É antes de tudo, um atentado ao direito da pessoa humana, razão esta, que nos faz pensar sobre os procedimentos legais que devem ser tomados em casos que revelem uma ausência de consciência humana em face do que devemos pensar como comum – a convivência humana – de maneira possível, sem o dedo esmagador do ódio e da segregação, elementos nocivos à espécie humana.

No mundo inteiro há vários apartheid's, como no Brasil, o preconceito anda solto pelos recônditos de nossa terra tupiniquim. Num passado, não muito distante, o movimento de combate ao preconceito racial, liderado por Nelson Mandela, fez despertar o olhar do mundo inteiro sobre a separação existente entre etnias, que incluía as esferas sociais, econômica, política da nação sul-africana, estabelecendo critérios para diferenciar grupos.

O homem nunca soube conviver com as diferenças. Sua primeira reação é rejeitar aquilo que não reconhece em si mesmo. A História está cheia de exemplos dessa intolerância e preconceito.
Ambos existem como pedras onde às vezes, resvalo no caminho, que cortam a minha pele, fazendo-a sangrar, contudo, já não mais me produzem dor. 

Certamente, o que restou, foram as cicatrizes, e, um sentimento não palatável do vazio, do nada, que desce pela garganta aos fartos goles de uma garrafa de vinho quebrada.

O preconceito é uma opinião não submetida à razão. (Voltaire). Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito. (Albert Einstein). Dar ouvidos a preconceitos é renunciar à liberdade. (Frei Anselmo).

De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro. (Fernando Sabino)

Sendo assim, olhar atentamente para o que aparece no caminho, sem fugas e medos, é começar a aprender a lidar com as pedras e, quem sabe, usá-las para a construção de pontes que nos unam, em lugar de erguermos muros...

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... (Fernando Pessoa). Transforme as pedras que você tropeça nas pedras de sua escada. (Sócrates)

Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito. Renato Russo). "Aprendemos a voar como pássaros, e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.” (Martin Luther King).

Pio Barbosa Neto

Professor, escritor, poeta, roteirista

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Pio Barbosa Neto

Articulista. Consultor legislativo da Assembleia Legislativa do Ceará

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