Bolsonaro dispara entre os evangélicos, como favorito absoluto para 2022

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Para as eleições presidenciais do ano que vem, o presidente Jair Bolsonaro continua com imunidade num rebanho que cresce, cada vez mais, no Brasil: a população evangélica, que representa em torno de 30% do eleitorado do país.

Em 2018, estima-se que 70% dos evangélicos votaram em Bolsonaro. O restante se dividiu em outros concorrentes. Mas, o fato é que passados mais de dois anos, Jair Bolsonaro é o único político que ainda carrega a bandeira de temas conservadores. O que agrada o eleitor evangélico e o faz optar pela sua reeleição em 2022.

O apóstolo César Augusto, da Igreja Apostólica Fonte da Vida, resume bem por que outros candidatos não são cogitados por pastores e fiéis.

"Nunca vi tanto o Doria quanto o (Luciano) Huck se posicionarem a favor dos valores que defendemos. Como disse, evangélicos apoiam os valores conservadores. Bolsonaro, até então, é o único que os tem", afirma Augusto em entrevista à Folha.

Contra o atual governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ainda cabe um grande entrave: evangélicos não gostam de traidores. E, nesse sentido, o tucano tem um pecado grave porque “deu as costas” a todos aqueles que o ajudaram na caminhada: Geraldo Alckmin, que foi seu padrinho e o próprio presidente a quem solicitou o slogan de campanha “BolsoDoria”.

"A ideia que a liderança tem é a de que ele é traíra. O cara que você não pode confiar, o verdadeiro escorpião. Traiu Alckmin, depois Bolsonaro”, explica o apóstolo.

Coordenador de Assuntos Religiosos do grupo tucano, o pastor Luciano Luna lembra que Doria foi muito próximo, enquanto prefeito, dos evangélicos.

"Ele e Bruno (Covas) conseguiram muitas conquistas pras igrejas, em relação a alvarás e licenciamentos”, lembra.

Porém, a boa fase terminou, assim que Doria se elegeu governador. Esta semana mesmo, retirou as igrejas das atividades essenciais durante o combate da pandemia do coronavírus no estado de São Paulo. Esse é o tipo de atitude que os evangélicos não perdoam.

Por outro lado, os evangélicos analisam também a postura do “eterno presidenciável” Luciano Huck. Mas, o máximo que ele chega perto da doutrina evangélica é que os sogros – parece – são adeptos da religião cristã. Fora isso, o apresentador de televisão está vinculado mesmo a sua ligação com a Rede Globo, emissora da qual os cristãos têm aversão.

Pode até ser que, em 2022, alguns candidatos de oposição consigam uns “pastores de enfeite” para mostrar a adesão dos evangélicos a outras candidaturas. Mas, a história comprova que esse tipo de flerte não dá certo.

Patrícia Salles. Jornalista.

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Fonte: Folha

da Redação
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