Pelé e a sórdida trama comunista para tirá-lo da Copa de 70 (veja o vídeo)

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Se você é amante do futebol e possui em sua casa a Netflix, não deixe de assistir “Pelé”, documentário que estreou dia 23 deste mês de fevereiro. Durante 1 hora e 48 minutos acompanhamos a trajetória do Rei em quatro copas do mundo: 58, 62, 66 e 70. Além das imagens de arquivo, o Diretor faz entrevistas com jornalistas esportivos e personalidades, que revelam pontos de vista sobre a carreira de Pelé.

E é durante essas conversas que desvendamos um dos maiores enigmas que comunistas/socialistas divulgam até hoje como uma espécie de trunfo: a ingerência e demissão de João Saldanha, técnico da Seleção Brasileira, pelo Presidente militar Emilio Garrastazu Médici.

A demissão se deu, segundo a imprensa militante, porque o Presidente discordava da escalação da seleção e Saldanha viu aquilo como uma interferência do regime militar em seu trabalho.

A partir desse fato os jornalistas/comunistas passaram a chama-lo de “João-Sem-Medo”, criando uma narrativa que persiste até hoje e que em qualquer roda de debates é sempre citado como o treinador-jornalista que enfrentou a Ditadura. Uma espécie de herói para os comunistas que o veneram como um tipo especial de santo, um ser alado que lutou contra todo sistema, contra os militares, contra a malvada ditadura brasileira.

Seria verdade tudo isso ou é mais uma das muitas mentiras inventadas pelos jornalistas/comunistas que dominam as redações dos jornais e tentam criar mitos na mente do povo brasileiro?

Em 2017, o jornal espanhol El País, repetindo a narrativa de Saldanha e dos jornalistas-comunistas-socialistas brasileiros, publicou uma reportagem, cujo título era: “João Saldanha, o técnico que atormentou a ditadura”. Leia o sétimo parágrafo da reportagem escrita pelo jornalista Breiller Pires:

“Dadá Maravilha foi convocado por Zagallo, mas não disputou nenhuma partida na Copa. Mais tarde, revelou que João Havelange, então presidente da CBD, teria confidenciado que despediu Saldanha por imposição de Médici. ‘O regime não admitia a possibilidade de um líder oposicionista tão expressivo como o Saldanha voltar do México consagrado e venerado pelo povo’, conta o jornalista Carlos Ferreira Vilarinho, autor do livro ‘Quem derrubou João Saldanha’. Em uma entrevista ao programa Roda Vida, em 1985, o próprio Saldanha resumiu o desenrolar de sua queda diante das pressões do governo. ‘Considero Médici o maior assassino da história do Brasil. Ele nunca tinha visto o Dario jogar. Aquilo foi uma imposição só para forçar a barra. Recusei um convite para jantar com ele em Porto Alegre. Pô, o cara matou amigos meus. Tenho um nome a zelar. Não poderia compactuar com um ser desses’.”

Por que ninguém se deu ao trabalho de verificar se tudo isso era verdade ou apenas uma lorota, ou uma grande aleivosia inventada por Saldanha e referendada pela imprensa militante do Brasil?

O documentário da Netflix tem o mérito de desfazer a mentira de João Saldanha, uma das maiores mentiras já contadas ao povo brasileiro e repetida à exaustão pelos jornais e jornalistas brasileiros durante 50 anos.

Aqui prevaleceu a máxima de Joseph Goebbels, que idealizou e foi determinante na adesão da sociedade alemã ao projeto nazista de Hitler. Ele dizia que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Na época Pelé havia afirmado que não voltaria a jogar pela seleção. Mas aceitou a tarefa como um desafio a si próprio, encarou como uma provocação: ir e vencer, mostrou vontade, foco, garra e determinação, sem nunca vacilar.

Em seu caminho encontrou o comunista João Saldanha, jornalista-técnico, endeusado pela imprensa militante da época e empenhado em barra-lo, em fazê-lo desistir da ideia.

Acompanhe 8 minutos de diálogos do documentário e veja a sordidez humana em todo seu esplendor:

1:08:40 – Aparece um menino e pergunta a Pelé: - “Oi, você não vai voltar?”

Pelé: - “Se eu falar aqui: não, eu voltei a jogar em 70 por causa do povo brasileiro. Não. Isso não seria verdade. Não, eu estaria mentindo, não era uma verdade. Era um desafio meu nessa copa do mundo.”

Uma TV inglesa entrevista João Saldanha: - “Sr. Saldanha, é quase um consenso entre críticos respeitados de futebol, que o seu estilo de futebol foi superado e aprimorado pelos europeus. Você concorda com isso?”

Saldanha: - “Não é fácil mudar uma característica nacional. Talvez seja perigoso. Talvez dê tempo de mudar isso. Se der tempo mudamos, podemos jogar como vocês jogam. Ou seja, organizadamente”.

Depoimento de Brito, zagueiro da seleção, ao responder a pergunta: - “Para aqueles que não conhecem Saldanha, quem ele era?” ...Vários risinhos sarcásticos de Brito, como se dissesse: “é um idiota”. Mas de sua boca saem as palavras: - “O homem era doido, doido, mas era gente boa...Ih!Ih!Ih!... Mas também te cobrava.”

Depoimento de Pelé: - “Uma coisa boa nele era que ele não tinha medo. O problema é que falava algumas coisas que não precisava falar. Não havia necessidade. Mas ele queria ser o machão. Eu particularmente...Se você perguntar pra mim se ele entendia de futebol...Ele não entendia muito de futebol...João, vamos ver se a gente faz isso, isso...Ele dizia: ‘Eu sou o treinador! Sou eu quem manda!’ ...Vamos conversar...Vamos conversar...Ele tinha muitas decisões que a gente via que não dava certo”.

Pelé reclama em uma entrevista de sua mudança de posição.

Repórter: - “Pelo esquema tático que Saldanha já definiu para os jornalistas, você vai jogar lá na frente dando trombadas. Parece que você não gosta muito desse estilo de jogo”.

Pelé: - “Não, não é que eu não gosto. Eu acho que se estivermos preparados fisicamente, a gente pode dar trombadas, pode vir de trás e sair jogando. O que acontece é que. Por exemplo, eu já joguei...Jogo há quinze anos vindo de trás, e pra chegar e mudar assim a maneira de jogar de uma hora para outra não é possível”.

Depoimento de José Trajano, comentarista e comunista de carteirinha: - “Sei lá. Tinha alguma coisa ali, quando o Saldanha teve uma “implicanciazinha” com Pelé durante os treinamentos. Não é que ele não batia bem”.

Depoimento de Pelé: - “João Saldanha gostava muito de aparecer. Deu uma entrevista dizendo que eu tinha feito um exame de vista e ele estava preocupado porque eu não enxergava direito...”

Depoimento de Zevi Ghivelder, jornalista: “- O João Saldanha era uma pessoa muito particular, imprevisível. Eu falo isso com carinho, ele era muito meu amigo. O João Saldanha gostava de uma boa mentira também. Mas eu, sinceramente, não consigo explicar porque o João Saldanha inventou essa história de que o Pelé era míope e não podia jogar”.

Depoimento de Paulo César Caju: - “O Saldanha falou que ele tava cego...Esse tipo que espeta...Sabe?... (faz gestos com as mãos) ...Falou...Ó tá muito mal... sabe? Tá cego, não tá enxergando mais...Porra!...Aí o cara ficou...”

Em entrevista para TV, Pelé é indagado como reagiu a essa informação: a de que ele sofreria um problema visual e essa informação partia do próprio técnico, João Saldanha. Pelé meio assustado e revoltado responde:

“Eu achei que foi até maldade dele, mas ele teria que fazer alguma coisa. Se apegar a alguma coisa. E conseguiu, porque foi um tumulto danado”.

Saldanha queria barrar Pelé, mas a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) disse não. Saldanha dá outra entrevista e insiste em sua mentira: - “Eu falei que queria deixa-lo de fora por precaução. Eles disseram: ‘por favor, não’. Em outras palavras, diz o entrevistador: - “por razões comerciais”, inventando agora outra história. “É impossível para o técnico da seleção vetar Pelé”. “Sim”, responde Saldanha.

Depoimento de Rivelino: - “Pega o rei do futebol, o rei do mundo, o melhor jogador de todos os tempos e põe na reserva? Não dá! Mesmo ele mal... mal... Pelé não tá jogando nada. Tá horrível. Ele tem que jogar! Tem que jogar! Aí ele (Saldanha) começou a arrumar briga. É briga daqui. É discussão. Aí começaram a fazer um movimento para tirar Saldanha da Seleção...”

Brito, finalizando com sua risada galhofeira: - “Ih! Ih! Tudo isso vai feder...”

Resumindo: Primeiro descobre-se que João Saldanha não gostava de Pelé. Depois Saldanha vai mais longe e escala Pelé fora de sua posição, arranjando uma confusão com o Rei, que jogou sempre vindo de trás até o final de sua carreira. Vendo que nenhuma de suas manobras deu certo, Saldanha aplica o golpe final e afirma em entrevista que Pelé está cego, é míope, que não o levará para copa, pois ele precisa descansar. Provoca com isso um escândalo mundial: o Rei do futebol, o homem dos mil gols, o melhor jogador do mundo é míope!

Os jogadores revoltados com o treinador-mandão rejeitam Saldanha e começam um movimento para demiti-lo (ver Rivelino). Depois Saldanha é demitido por João Havelange, presidente da CBD (hoje CBF) e substituído por Zagallo.

Fica claro que o comunista Saldanha, que nunca lutou por democracia, mas tentava implantar uma outra ditadura no Brasil (ele e seu partido), tramou e pôs em prática o sacrifício de Pelé e a derrota da seleção para apressar a queda do regime militar.

“Fui à Copa torcer contra a seleção por causa da ditadura. Mas quando cheguei lá, não tinha como”. (José Trajano, comunista e jornalista).

Não fica qualquer dúvida sobre a demissão de Saldanha: não entendia de futebol, inventou mentiras sobre Pelé, foi rejeitado pelos jogadores e saiu inventando mais mentiras que foram compradas, replicadas e repetidas até os dias de hoje pela imprensa esquerdista, que mentiu mais que Saldanha, pois criou uma narrativa fantasiosa de um tal “João-Sem-Medo”, que era apenas um “Pinóquio debilóide”, um “sem-noção” que tentou prejudicar o maior atleta de todos os tempos e o Brasil, pois a perda de Pelé, fatalmente faria a seleção capitular.

Finalmente a verdade veio à tona.

Eis algumas informações publicadas pelos jornais da época que não estão no documentário: Pelé e a seleção jogaram a Copa de 1970 desacreditados. O motivo era a campanha ruim no mundial de 1966 e todas as loucuras e confusões inventadas pelo técnico comunista: Yustrich, treinador do Flamengo, criticou Saldanha. Ele foi até a concentração do Flamengo em busca do técnico - armado com um revólver– que não estava no local. Nada entendia de preparação física e brigou com a comissão técnica sobre a condução dos treinamentos. As críticas vinham de todos os lados: da imprensa não alinhada e dos treinadores, as derrotas e as péssimas atuações em amistosos e treinos – a seleção perdeu para a Argentina e empatou com o Bangu. Os jogadores passaram a questionar o treinador. No segundo jogo contra a Argentina, no Maracanã, depois de uma opinião de Pelé, que Saldanha não concordou, ele disse aos jogadores “Faça como acharem melhor” e o Brasil acabou vencendo a partida.

Depoimento de Zagallo no documentário:

“Eu assumi (a seleção) faltando dois meses para a copa. E o Pelé apenas falou que tava magoado com o que tava saindo nos jornais. Que o Saldanha falou que ele tava cego e ele queria dar uma resposta...No primeiro treino, ele botou a mão no meu ombro assim e me falou: ‘Zagallo, não faça uma sacanagem comigo’. Eu falei: Você é único. Você não vai ser barrado nunca. Você vai me ajudar a ser campeão!”

E todo mundo sabe como termina a história!

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Foto de Carlos Sampaio

Carlos Sampaio

Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

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