Lira sai em defesa de Bolsonaro sobre combate à pandemia: "Lá na frente a gente vê quem errou" (veja o vídeo)

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Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, concedeu entrevista ao Grupo Prerrogativas, onde expressou sua opinião sobre as críticas que o presidente Jair Bolsonaro vem sofrendo em razão de sua postura no combate à pandemia do coronavírus:

“Todos nós temos que remar no mesmo sentido. Não adianta agora alguém fazer proselitismo e barganha política em cima de CPI [referente à comissão criada para investigar as ações do governo e dos estados no combate à pandemia].
Lá na frente a gente vê quem errou, acertou, quem errou dolosamente (….) Em guerra vale tudo, existe uma emergência para achar soluções”, disse Lira.

Ao falar sobre a operação ‘Lava Jato’, Lira também expressou a opinião de que nem todas as denúncias feitas no sistema de delação premiada são confiáveis:

"Como vários, fui vítima da Lava Jato. Fui denunciado e exposto durante 5 anos sem ter nenhuma relação com o delator, meu inimigo político pessoal. Quem faz a delação nos moldes da que fazia a Lava Jato de Curitiba denunciava quem queria e livrava quem queria”, declarou.

Durante a conversa que abrangeu diversos temas, Lira também falou sobre o caso da prisão do deputado federal Daniel Silveira, preso após publicar vídeo em que criticava duramente ministros do Supremo Tribunal Federal.

Segundo ele, o Supremo agiu em defesa do Estado Democrático de Direito, mas como não há uma legislação específica para embasar o caso, a Corte acabou recorrendo à Lei de Segurança Nacional para justificar a prisão do parlamentar:

“Nessa esteira, tivemos a decisão política [pela manutenção da prisão do deputado], de deixar claro que não tem uma imunidade ilimitada. O parlamentar não tem o direito e liberdade de expressão ilimitada, isso foi deixado claro por mais de 360 votos, mas os deputados que não praticam esses excessos cobram uma solução, já que sentem que a prerrogativa foi abalada.
Aquilo [a atitude de Daniel Silveira] é uma exceção, é um ponto fora da curva, é lateral ao processo democrático. Nossa intenção é a melhor possível, não estamos reescrevendo a Constituição como um todo, estamos estabelecendo o Estado Democrático de Direito.
Qualquer ato antidemocrático, a defesa da pedofilia, do estupro, qualquer parlamentar que cometa esses crimes será preso e será mantido preso, porque alargamos a possibilidade de prisão preventiva. As coisas precisam ser tratadas como elas são”, destacou Lira.

Confira:

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da Redação
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