A paróquia contra a nação: Waldir Maranhão cavou sua própria sepultura

10/05/2016 às 12:12 Ler na área do assinante

O previsível episódio perpetrado pelo triste Maranhão tem uma relevância maior do que a repercussão midiática da tentativa de golpe,conduzida pelo seu Governador Flávio Dino.

Embora não estejam claros os seus objetivos, desde a sua posição na votação - em plenário - da admissibilidade do impeachment da Presidente Dilma, tudo indique as razões foram paroquiais. Foram razões do jogo político dentro do Maranhão.

A trajetória de Waldir Maranhão mostra claramente uma figura política típica da política brasileira que está sempre em busca da melhor onda, para surfar no processo político. Mudou de partido diversas vezes, oscilando da esquerda para a direita.

Fruto da oligarquia sarneyzista que dominou o Maranhão desde os anos cinquenta, após derrotar a oligarquia de Victorino Freire, fez parte de seus governos, mas mudou em 2010, seduzido pelo sistema "petrolão". 

Nos momentos decisivos da votação da admissibilidade ou não do impeachment de Dilma, Waldir Maranhão, preferiu se associar ao Governador Flávio Dino e trabalhar contra o impeachment, contrariando a orientação e posterior determinação do partido para votar a favor.

Segundo as informações preliminares o objetivo de Waldir é se eleger Senador em 2018, com apoio de Flávio Dino, empenhado em derrubar os atuais senadores pelo Estado, ligados ainda a José Sarney. Edson Lobão e João Alberto. Este último, aliado tradicional e eleito pelo clã, estaria mudando de lado.

O golpe não deu certo e a negociação dos Senadores em relação à cassação de Delcídio do Amaral fez com que, Renan Calheiros, a contra-gosto, recusasse a manobra. 

A esperança é que o Lava-Jato jogue todos eles pelo ralo e o Maranhão tenha uma nova geração de representantes no Senado.

Quem seriam eles? Serão novos líderes ou serão liderados?

Como ficará Flávio Dino, provável candidato a reeleição. A sua tentativa de contra-golpe ao um suposto golpe será assimilado pelo eleitorado? 

Para manter a sua fidelidade partidária e política, ele jogou no lixo a sua competência jurídica, embarcando em teses duvidosas, controversas e derrotadas.     

Para o eleitor maranhense isso será importante? 

Ele poderá sobreviver. Waldir Maranhão, pela sua tentativa amadora, ganhou os momentos de fama, mas vai ser "sepultado vivo".    

Jorge Hori

                                          https://www.facebook.com/jornaldacidadeonline

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