David Uip diz que “suportou enorme sofrimento” e não aceita acordo com gerente de farmácia que vazou sua receita

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O médico infectologista, David Uip, trabalhava na coordenação do Comitê de Contingenciamento para Emergências da Covid-19, do Governo de São Paulo, quando contraiu o coronavírus.

Na época, muitas autoridades que defendiam o tratamento precoce à base de cloroquina questionaram o médico quais teriam sido os medicamentos indicados para ele, no controle da doença. Uip se negou a dizer.

Porém, o gerente da farmácia – em que ele foi comprar difosfato de cloroquina – vazou as fotos da receita médica em grupos de Whatsapp, em abril de 2020.

Por isso, o médico anunciou, nesta segunda-feira (1), antes da audiência judicial sobre o caso que será realizada no dia 11 deste mês, que não aceitará acordo de conciliação com o farmacêutico. O gerente da farmácia em questão é acusado pelo crime de violação de sigilo profissional, que pode ter pena de detenção de três meses a um ano.

De acordo com Luiz Flávio Borges D'Urso, advogado de Uip, a recusa em aceitar conciliação se dá pelo fato de que o médico "suportou enorme sofrimento, quando foi alvo de incontáveis manifestações de ódio" por causa do vazamento "em grupos de WhatsApp, da receita da vítima, na qual esta se autoprescrevia o medicamento cloroquina para ser adquirido e eventualmente ministrado".

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Fonte: Folha

da Redação
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