"Politiqueiro", Doria percebe forte reação adversa, volta atrás e inclui atividades religiosas na lista de serviços essenciais

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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou, nesta segunda-feira (1), que incluiu as atividades religiosas na lista de serviços essenciais do Estado durante a pandemia da Covid-19. Os templos poderão voltar a funcionar, respeitando as determinações da vigilância sanitária e os protocolos da Secretaria de Saúde.

“Esperança, fé e oração”, disse o governador na ocasião do anúncio.

Doria convocou coletiva de imprensa para informar que o decreto se tornaria Lei.

“Eu entendo que as igrejas, de qualquer religião, têm um papel essencial, sim, evidentemente, obedecendo aos cuidados necessários e as recomendações feitas pela Vigilância Sanitária. Entendo que a oração ajuda muito você a aumentar sua resiliência, sua resistência e esperança em relação ao futuro”, justificou Doria.

Em mensagem no Twitter, Doria alegou que a fase vermelha do Plano São Paulo já permitia a realização de cultos e missas, desde que respeitado os protocolos de distanciamento social, uso de máscaras e aferição da temperatura.

“Assinei decreto que passa a considerar como essenciais as atividades religiosas de qualquer natureza, obedecidas as determinações sanitárias e protocolos de saúde.”

Incoerente, na semana passada, Doria havia vetado o Projeto de Lei 299/2020, de autoria do deputado federal Gil Diniz (PSL-SP), que reconhecia a atividade religiosa como essencial.

A proposta até chegou a ser aprovada pelo plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em dezembro de 2020, mas o tucano vetou o projeto, sem dar explicações.

A atitude de João Doria foi criticada por vários religiosos e pela bancada do próprio PSDB. O Coordenador de Assuntos Religiosos do grupo tucano, o pastor Luciano Luna lembra que Doria foi muito próximo, enquanto prefeito, dos evangélicos.

"Ele e Bruno (Covas) conseguiram muitas conquistas pras igrejas, em relação a alvarás e licenciamentos”, lembra Luna.

A boa fase terminou, assim que ele se elegeu governador. Mas, os evangélicos são 30% da população brasileira e traição é o tipo de atitude que eles não perdoam. Por isso, a adesão deles é forte para quem se mantem firme, tanto em ações quanto palavras.

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Fonte: JPNews

da Redação
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