Secretário de Doria defende suspensão de aulas, pais protestam em frente à sua casa e ele volta atrás

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Um grupo de pais, com filhos matriculados em escolas particulares, fez um protesto, nesta terça-feira (2), em frente à casa do Secretário Estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn que, recentemente, defendeu a suspensão das aulas presenciais.

Horas antes da manifestação iniciar, Gorinchteyn que, em outro momento, admitiu ser o lockdown uma medida errônea do Governo paulista, alegou que, para conter a circulação do vírus no estado, estaria a favor do fechamento das escolas. Segundo ele, SP enfrenta o pior momento da pandemia.

O secretário alegou que a medida seria necessária devido ao aumento de casos de Covid-19 em pouco tempo e porque os pacientes têm permanecido mais tempo ocupando os leitos de UTI para se recuperar.

Os pais dos alunos de escolas particulares foram até a residência de Gorinchteyn com carro de som, panelas e cartazes. Eles defendem que, em "nenhum outro país do mundo", as escolas ficaram fechadas por tanto tempo. Ao menos, seis viaturas da Polícia Militar e 15 policiais acompanharam o movimento.

O grupo independente “Escolas Abertas” defende o retorno das aulas presenciais. Os pais garantiram ter organizado dezenas de protestos para pressionar as autoridades municipais e estaduais a autorizar a retomada das aulas.

A administradora Ravena Damasceno, 41, é mãe de uma menina de 5 anos que estuda em escola particular e disse que o desenvolvimento da filha é "incomparável" desde que retornou às aulas presenciais, em 2021.

"Criança precisa de escola e a escola é um ambiente seguro, se o protocolo for seguido", argumenta.

A declaração do Secretário de Saúde trouxe mal estar à Gestão Estadual. Isso porque, em dezembro, o governador João Doria (PSDB) classificou as escolas como sendo serviços essenciais para que pudessem permanecer abertas em qualquer fase de contenção da pandemia – inclusive na vermelha.

Após reação negativa, Gorinchteyn divulgou nota dizendo que a afirmação sobre as escolas se tratava de uma "opinião pessoal" e que, até o momento, não havia sido debatida com a Secretaria de Estado da Educação.

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Fonte: Folha

da Redação
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