Lula é apenas uma distração: O verdadeiro profeta do “evangelho de Soros” está ascendendo desde o RS

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Ontem (9) ganhou ampla discussão na mídia uma notícia que, realmente, nem chega a causar surpresa:

“Fachin anula condenações de Lula relacionadas à Lava Jato; ex-presidente volta a ser elegível”.

Não surpreende pois é notório que o ativismo jurídico está impregnado no judiciário. Quase 70% do ‘Supremo Tribunal Federal’ (STF) é, hoje, o resultado nefasto de indicações do PT (Lula e Dilma). O mesmo Fachin que decidiu anular as condenações de Lula pode ser visto em um vídeo fazendo campanha para a ex-presidente Dilma.

Portanto, como tenho insistido em outros textos, julgo sem sentido toda a discussão teórica sobre as decisões dos ministros do STF. Imediatamente após decisões como a de anular s condenações de Lula acompanhamos acaloradas discussões abordando aspectos constitucionais, legais, filosóficos, etc.

Todavia, essa, parece-me, é uma discussão irrelevante, pois tais decisões, segundo vejo, não são fundadas teoricamente, mas se baseiam nas idiossincrasias dos ministros do STF. Seu ativismo jurídico é inequívoco. E, com isso, o judiciário, mesmo em sua instância máxima, deixa de resguardar e fomentar aquele valor para cuja proteção ele foi criado: a justiça.

De qualquer forma, esse não é o ponto que quero abordar. Me interessa tecer algumas considerações sobre alguns dos desdobramentos referentes à anulação das condenações de Lula, as quais enfatizaram sobretudo o fato de ele ser, agora, “elegível”.

Ora, minha questão é: do fato de ele ser elegível ele se torna, automaticamente, um player relevante para a esquerda nas eleições de 2022?

Tenho sérias dúvidas sobre a significância de Lula em uma possível candidatura à presidência da república.

E isso por várias razões, desde seu desgaste em virtude de todos os processos sofridos (afinal, do fato de suas condenações terem sido anuladas pelo STF não se depreende que ele seja inocente, tampouco que as pessoas acreditem em sua honestidade) até sua (e da esquerda que ele representa) obsolescência.

Segundo vejo, atualmente temos dois espectros distintos de esquerda: 1. a, digamos, “esquerda raiz”, representada por Lula, e 2. a “esquerda elitista”, ou, ainda, “globalista”, encabeçada por bilionários, dentre os quais se destaca George Soros.

Mas instituições como o ‘Fórum Econômico Mundial’ se sobressaem quando nos referimos ao “globalismo”, o qual representa uma mentalidade planificadora com abrangência global, cujo propósito é “criar” um “novo homem” e um “novo mundo”, ou seja, uma distopia tecnocrática na qual serão revogados os direitos humanos (individuais).

Com efeito, eventualmente vemos alguns conflitos entre a “esquerda raiz” e o “globalismo”. Por exemplo, ao longo dos últimos meses muitas matérias surpreendentes foram publicadas no ‘Diário da Causa Operária’ (do ‘Partido da Causa Operária’/PCO), com menções favoráveis a Trump (e contra as Big Techs que estavam, então, censurando seus posts), com críticas à prisão do deputado Daniel Silveira, etc.

O PCO também se destaca nas críticas a pautas ‘identitárias’, como aquelas do feminismo, do movimento Lgbt, etc, as quais são, por sua vez, inerentes ao “globalismo” e à cosmovisão de Soros.

No entanto, cabe notar que eles (PCO) não o fazem por estarem alinhados com o conservadorismo, com o liberalismo, etc. Eles são ferrenhos defensores de Lula e celebraram a anulação de suas condenações. Mas o ponto é que eles se aperceberam que hoje há outra “esquerda” se espraiando, uma esquerda incrivelmente mais perniciosa, a qual tem sido chamada, ao longo dos últimos anos, de “globalismo”.

E suas pautas se distinguem radicalmente daquelas que marcaram a esquerda “tradicional”, da qual Lula faz parte e a partir da qual ele se elegeu presidente em 2002.

Dessa forma, vejo que, ao focarmos em Lula como representante da esquerda em um futuro pleito presidencial, desviamos o olhar do real perigo que já está sendo gestado.

Mas qual seria esse perigo?

Em outro texto aqui no JCO eu comentava sobre a ligação do PSDB com George Soros, sugerindo que, tal como ele fez nos USA com o Partido Democrata (atualmente “propriedade” sua), ele tem por décadas usado o PSDB para a implementação de sua agenda no Brasil, o transformando também em “propriedade” sua:

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/27480/quao-dono-do-psdb-e-george-soros

Se há alguma dúvida sobre o alinhamento do PSDB com Soros, perguntem ao seu presidente de honra, Fernando Henrique Cardoso (FHC), qual sua posição em relação a questões como liberação do aborto, promoção da drogadição (especialmente a partir da liberação da maconha), ideologia de gênero, desmilitarização da polícia e desarmamento do cidadão honesto, laxismo penal, licenciosidade sexual e dissolução da família “tradicional”, ou “natural” (homem, mulher e filhos oriundos dessa relação), etc.

Ainda que sua posição não represente a de cada indivíduo do partido, certamente ela representa a posição daquele que vem sendo elevado à posição de possível candidato do partido à presidência da república em 2022, a saber, o atual governador do Rio Grande do Sul (RS), Eduardo Leite, a “menina dos olhos” de “caciques” do PSDB, como FHC e Tasso Jereissati, ambos seus entusiastas e apoiadores, para os quais Eduardo Leite representa um nome “ponderado”, uma espécie de “terceira via” entre a direita e a esquerda vetusta.

Desse modo, segundo vejo, um dos exemplos mais paradigmáticos da aplicação da visão de mundo de Soros no Brasil é, hoje, o RS, especialmente em virtude da atual administração estadual. As pautas do atual governador se assemelham imensamente àquelas defendidas pelo maior “investimento” de Soros até esse momento, Barack Obama (o qual se tornou presidente dos USA, nas eleições de 2008, após diversos ardis de George Soros, o qual investiu pesadamente para assegurar sua vitória, o que significou uma vitória sua e de sua visão de mundo para os USA – sobre isso leia-se, por exemplo, “Do Partido das Sombras ao Governo Clandestino”, 2017, de David Horowitz). Nesse sentido, o governador do RS se assemelha, política e ideologicamente, a Obama, possuindo uma visão “progressista” quanto aos valores e à cultura, bem como defendendo um intervencionismo estatal, declarando-se, assim, um “social democrata”.

Não parece ser mera coincidência, pois, que ambos tenham se encontrado em 2017, em um evento realizado em São Paulo para “jovens empreendedores” (do qual participou também a deputada Tábata Amaral, “afilhada” do “Soros brasileiro”, Jorge Paulo Lemann), coordenado pela ‘Fundação Obama’, a qual está, por sua vez, alinhada a Soros e à sua ‘Open Society’. À época, conforme dito em entrevista, ele manifestou diante de Obama seu interesse em se tornar governador do RS no pleito seguinte, objetivo que ele, infelizmente para o RS, alcançou.

Aliás, cabem algumas observações sobre a trajetória meteórica de Leite na política, a qual se deve, em grande medida, aos seus “méritos”, mas que teve, também, o apoio tanto do PSDB quanto de instituições voltadas para a implementação da ideologia de Soros no mundo (ele atua fortemente em mais de 120 países).

Assim, ao deixar a prefeitura de Pelotas/RS em 2017, Leite foi para Nova York realizar um curso de gestão pública na Columbia University. Mas, antes de entregar a prefeitura para sua sucessora (também do PSDB), ele abriu o caminho para que a visão de mundo de Soros passasse a fazer parte da gestão pública na cidade, criando, por exemplo, uma parceria polêmica com a organização ‘Comunitas’, fundada em 2000 pela então esposa de Fernando Henrique Cardoso, Ruth Cardoso.

Digo “polêmica” pois, à época, vereadores contestaram a parceria, o que gerou alguma repercussão na mídia local. Mas, em seguida, por razões que nos caberia apenas especular, a polêmica feneceu, embora se tenha levantado a desconfortável suspeita de que Eduardo Leite estivesse sendo subsidiado pela ‘Comunitas’ em seus meses de formação nos USA.

Posteriormente (em seu primeiro ano de mandato) sua sucessora viabilizou o programa “Pacto pela Paz”, em parceria com a mais conhecida (mas não única) fundação de Soros, a ‘Open Society’, assim como com a ‘Comunitas’. Em mais de uma ocasião representantes da ‘Open Society’ estiveram em Pelotas, supostamente para verificarem se a “parceria” estava sendo bem sucedida (ou seja, se os interesses da ‘Open Society’ estavam sendo alcançados). Essas organizações, com o aporte de milhões, têm atuado fortemente em parceria com o PSDB, destacando-se sua proximidade com o atual governador do RS, o qual parece estar sendo diligentemente “doutrinado”, por essas instituições, para ocupar a presidência do Brasil.

Dessa forma, julgo que Soros tem operado, no Brasil, tal como ele o fez nos USA: desde as sombras (daí Horowitz falar em um “partido das sombras”, presidido por Soros). Em suma, ele é um exímio ilusionista, criando ‘cavalos de Tróia’ e distrações para que não vejamos a sua “mágica” acontecendo diante de nossos olhos. Em 2020 sua ‘Open Society’ “doou” cerca de R$ 26 milhões para estados brasileiros, sendo R$ 5.3 milhões apenas para o Maranhão, cujo governador, Flávio Dino, tem se destacado com seus ataques abjetos ao presidente Bolsonaro. Coincidência?

Mas o fato, segundo vejo, é que o atual governador do RS está sendo, ao longo dos últimos anos, preparado para a presidência da república do Brasil. Até pouco tempo não era claro se ele seria candidato no próximo pleito ou se aguardaria até 2026.

Todavia, parece-me que sua visibilidade na mídia, assim como suas articulações junto a outros governadores tendo em vista desestabilizar o governo federal mediante o colapso social e econômico, indicam que ele será o candidato da elite “globalista” já em 2022. Lula é apenas distração, assim como Huck, Mandetta, Moro ..... os quais nem possuem relevância nem estão tão em acordo com a visão de mundo de Soros quanto Eduardo Leite, o qual parece incorporar integralmente o ideário “globalista”, ou, ainda, o “evangelho de Soros”.

Desse modo, não me parece que Lula seja uma ameaça. Há um player mais poderoso do que ele para enfrentar a visão conservadora e liberal atualmente à frente do Poder Executivo Nacional. E seu titereiro o tem movimentado habilmente. Dito de outra forma, o governador do RS tem sido manufaturado industriosamente, tal como foi feito com Obama previamente à eleição de 2008. Não apenas ele, mas instituições e indivíduos estão embusteiramente projetando sua ascensão até 2022. O foco em figuras como Lula apenas nos distrai do verdadeiro perigo que ameaça as instituições e valores que pavimentaram o caminho para a prosperidade do ocidente.

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Foto de Carlos Adriano Ferraz

Carlos Adriano Ferraz

Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio doutoral na State University of New York (SUNY). Foi Professor Visitante na Universidade Harvard (2010). É professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), bem como membro do Docentes pela Liberdade (DPL) nacional e diretor do DPL/RS.

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