“Bolsonaro interrompeu o processo de corrupção em estatais”, afirma Salim Mattar (veja o vídeo)

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Durante os dois anos que passou à frente da Secretaria de Desestatização, o empresário Salim Mattar enfrentou a resistência daqueles que queriam frear o desenvolvimento do país.

Entraves no Congresso, cabides de empregos, ativismo judicial... ao lado do Ministro Paulo Guedes, ele bateu de frente com tudo isso, e revela com exclusividade à equipe da TV Jornal da Cidade Online os bastidores do poder.

“Retirar o Estado do cangote do cidadão”.

Repetindo a frase do Presidente da República, Salim Mattar explica por qual motivo é necessário uma política de privatização no Brasil.

Salim é defensor da ideia que o Brasil precisa enxugar o tamanho do Estado e isso passa, inevitavelmente, por uma série de privatizações. Ele é preciso: “Encontrei 698 empresas estatais” ao falar dos estudos e levantamentos que fez enquanto secretário. Para ele, as privatizações que devem acontecer primeiro, e com mais urgência, são os Correios e a Eletrobras.

Convidado pelo Ministro Paulo Guedes, o empresário assumiu a Secretaria de Desestatização do atual governo em janeiro de 2019 e ficou até agosto do último ano.

Relação com o Congresso

Salim relembrou a relação do Congresso com as pautas relacionadas à privatização durante sua passagem pelo governo. Conta que, em certa ocasião, colocou a Casa da Moeda na lista de privatizações e tanto a Câmara Federal e Senado disseram ‘não’ à proposta de privatização deste órgão estatal.

“Rodrigo Maia e o Presidente não se entendiam, com isso, as pautas do governo não passavam na Câmara. Nós tivemos uma resistência muito grande. Foram, praticamente, 2 anos perdidos”, relata o empresário.

Para ele, as pautas do Governo, incluindo a pauta econômica do ministro Paulo Guedes, foram muito prejudicadas e totalmente atrasadas devido às questões políticas que travaram os projetos de andarem na Casa Legislativa.

Com a mudança no comando das Casas, Salim é otimista quanto ao andamento das privatizações.

“Depois que o Presidente Bolsonaro conseguiu ter o apoio do Congresso, acredito que as privatizações possam andar”, afirma.

Paulo Guedes

“Competente, resiliente e obstinado.”

É como Salim Mattar definiu Paulo Guedes ao falar da sua experiência em trabalhar com o ministro da Economia e de quem aceitou o convite para atuar diretamente no plano de privatização.

Cabides de emprego

Salim também falou sobre o uso político que as estatais tiveram em governos anteriores.

“O cabide de emprego do passado continua até hoje, mas não foi pelo Presidente Bolsonaro. Isso veio lá de trás”, explicou ao pontuar que ainda colhemos os frutos de mais de 20 anos de sociais-democratas no poder abrindo empresas públicas para servir como cabide de emprego e moeda de troca política.

“Bolsonaro interrompeu o processo de corrupção em estatais”, afirmou Salim. “Já tem dois anos e dois meses de governo e não temos sinais de corrupção, nem nepotismo, nem empreguismo no governo.”

Recorrendo ao artigo 173 da Constituição Federal, Mattar argumenta que “o Estado não tem que ter banco. Nós temos cinco bancos”, pois, para ele, não é tarefa do Estado se envolver no mundo dos negócios.

Petrobras

Ao falar sobre a necessidade de privatizar os Correios e termos a chance de abrir concorrência e, consequentemente, melhorar os serviços prestados, Salim usou a mesma lógica para falar da privatização da Petrobras.

“O Correio é um desastre para o cidadão e para empresas que precisam de distribuição pelo Correio. O Correio é um monopólio. Não existe monopólio eficiente. Se não tem concorrência, não pode ser eficiente”, explica ao dizer que acredita num boom no Brasil com as empresas de entregas, semelhante ao que ocorreu com as telecomunicações depois da privatização.

Ao falar sobre a Petrobras é direto: “Essa empresa foi tomada de assalto no governo petista”, lembrando a facilidade que governos anteriores tiveram de roubar devido o tamanho do poder estatal que tinham nas mãos.

“Se a gente privatizar a Petrobrás, pode ter certeza, o Brasil terá um fantástico polo petroleiro, o que já está começando a nascer agora com as privatizações das subsidiárias da Petrobrás.”.

Salim acredita que a concorrência, como é em outros países, é o melhor caminho para crescer.

“Nos EUA, tem o maior número de petroleiras, exemplo de país que não tem estatal de petróleo” acrescenta.
“O Estado quando nasceu, nasceu para cuidar da segurança, mas foi se agigantando e seus tentáculos foram para saúde, educação, saneamento, banco, seguros e por aí a fora. O Estado se perdeu graças aos sociais-democratas. É preciso colocar um basta no tamanho do estado brasileiro.”
“O governo petista construiu um metrô em Caracas ao invés de ampliar o metrô do Rio de Janeiro. Construiu uma hidrelétrica na Nicarágua ao invés de construir uma no Brasil. Fez estrada na República Dominicana. A estrada poderia ter sido feita no interior do Brasil. Construiu aeroporto na África, poderia ter feito aeroporto no interior do Brasil.”

Agronegócio

Atento e preocupado com as questões econômicas, Salim Mattar vê no agronegócio um aliado forte.

“O agronegócio está salvando a economia do Brasil. Mesmo com a pandemia, estamos aumentando a exportação e produzindo mais grãos dentro de uma faixa de terra agricultável pequena. Existe uma falácia que o Brasil está desmatando para produzir grão”, explicou.

E ainda usou o seguimento para exemplificar sua visão de que quanto menos o Estado interferir, melhor.

“Agronegócio está dando um show porque não tem interferência de Governo”.
“O Agro não parou e é o que sustenta o Brasil e o mundo” diz deputada sobre atuação do setor durante a pandemia.

Ativismo judicial e economia: mar de incerteza

Salim Mattar falou de um tema que tem causado incertezas para quem deseja investir no Brasil: o ativismo judicial, capaz de prejudicar e trazer insegurança.

“O ativismo judicial é um enorme problema para o Brasil, um país que não traz segurança jurídica. Um STF que é responsável pela segurança jurídica do país, deu exemplo de insegurança jurídica”, comentou o empresário.

A instabilidade nesse cenário interfere diretamente na vida do brasileiro.

“Esse ativismo judicial faz com que a economia e o cidadão sofram consequências", completou.
“O STF precisa ser mais cuidadoso em suas decisões. Há um risco político e um risco econômico por causa de sentenças proferidas por uma pessoa da corte.”

Salim Mattar foi categórico:

“Precisamos de uma nova Constituição em que fique claro o papel do Supremo”.

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da Redação
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