"Não vou deixar. Não vou permitir que violem a dignidade e honra do trabalhador", disse policial antes de morrer (veja o vídeo)

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O policial militar Wesley Soares Góes foi baleado, neste domingo (29), no Farol da Barra, em Salvador.

O PM morreu, horas depois, no Hospital Geral do Estado (HGE). A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), no mesmo dia.

Wesley gritou diversas palavras de ordem falando em desonra e violação da dignidade dos policiais. Com o rosto pintado de verde e amarelo, ele disse que não deixaria que a "dignidade e honra" do trabalhador fossem violadas.

“Comunidade, venham testemunhar a honra ou a desonra do policial militar do estado da Bahia […] Não vou deixar. Não vou permitir que violem a dignidade e honra do trabalhador”, afirmou, supostamente, sobre os abusos de autoridades cometidos durante as medidas restritivas do lockdown.

Em outro momento, o PM falou que não iria mais prender trabalhador e que gostaria de “trabalhar com dignidade”.

A Secretaria de Segurança da Bahia classificou o ato como “surto psicológico”.

“Eu quero trabalhar com honra, com dignidade. Eu não vou mais prender trabalhador. Não entrei na polícia para prender pai de família. Quero trabalhar com dignidade, porque sou policial militar da Bahia”, disse ele.

A família informou que Wesley Góes nunca tinha apresentado qualquer tipo de surto.

O PM era noivo e trabalhava na 72ª CIPM havia quatro anos. Ele chegou a ser socorrido pelo Samu e levado para o hospital, mas não resistiu.

Os jornalistas foram alvos de tiros de borracha quando tentavam se aproximar do policial.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) afirmou que "condena veementemente o comportamento dos policiais envolvidos neste lamentável episódio" e que "não havia qualquer necessidade de agir daquela maneira, pois os jornalistas estavam trabalhando e não representavam qualquer ameaça aos PMs ou à operação".

Confira o vídeo:

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Fonte: G1

da Redação
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