Se condenado, André Scaff, além da prisão, pode perder bens e cargo efetivo

A situação do procurador jurídico da Câmara Municipal de Campo Grande é extremamente delicada e poderá resultar em sérias e dramáticas consequências para o servidor público do legislativo municipal, concursado e um dos mais antigos da casa.


André Luiz Scaff começou a trabalhar na Câmara em 1985, nunca havia deixado suas funções na edilidade, sempre foi muito querido e respeitado pelos colegas e pelos próprios vereadores.

Até que num belo dia apareceu uma grande oportunidade para se enriquecer.

O procurador, até então de conduta irrepreensível, foi seduzido pelos vereadores componentes da legislatura podre que se instalou em Campo Grande, em 2013.

O então presidente da casa, que mais tarde viria a ser enxotado do cargo pela Justiça, vereador Mario Cesar da Fonseca, cooptou Scaff para participar das malvadezas que estava articulando.

Foi um verdadeiro golpe político praticado contra Campo Grande.  Inúmeros parlamentares, sob o comando de Mario Cesar, do ex-prefeito Nelsinho Trad, do ex-governador André Puccinelli e, com o respaldo financeiro do empresário João Amorim, cassaram de maneira fraudulenta e ilegal o mandato do prefeito e colocaram em seu lugar o vice, pastor Gilmar Olarte, também cooptado e que tornou-se uma mera marionete nas mãos da organização criminosa, mas que também recebeu o seu quinhão no enorme bolo composto pela dilapidação proporcionada aos cofres da Prefeitura de Campo Grande.

E André Scaff, durante um ano e cinco meses, foi o secretário de finanças da gestão do infame pastor, foi ele o homem que assinou a papelada e que ficou à frente da farra nas finanças da cidade.

Bem acompanhado por velhos larápios, Scaff evidentemente, acreditava na impunidade.

Porém, felizmente, parece que vivemos novos tempos.

Pegaram Scaff.

A pena fatalmente será cruel.

Além da prisão, poderá ficar sem grana e sem cargo.

É o que a sociedade espera!

Lívia Martins

liviamartins.jornaldacidade@gmail.com

da Redação

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