Celular hackeado de Marcela Temer tinha ‘fotos intimas’ e ‘conselhos políticos’

A operação de prisão do hacker pode ter credenciado Alexandre de Moraes para o Ministério da Justiça.


O episódio ocorreu quando o impeachment de Dilma Rousseff estava prestes a ser votado no Senado, e Temer já começava a montar seu ministério.

O atual presidente interino em um encontro reservado com o então secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo contou o que estava ocorrendo e pediu que prendessem o hacker chantagista o mais rápido possível. Alexandre de Moraes recrutou policiais de estrita confiança e determinou que a operação fosse conduzida pelo delegado especial Rafael Correa em absoluto sigilo.

A operação teve pleno êxito.

Preso, o hacker Silvonei José de Jesus Souza, em depoimento prestado à polícia afirmou que não sabia que sua vítima era a mulher do vice-presidente da República. Assim, depois de invadir os arquivos de Marcela e encontrar ‘fotos intimas’, extorquiu 15 000 reais do irmão dela, Karlo Tedeschi.

Depois de receber 15 mil reais de Tedeshi, descobriu quem era a tal mulher das fotos, nesse momento, resolveu então ouvir todas as mensagens de áudio do celular de Marcela, armazenadas em sua conta no Whats­App.

Selecionou trechos que julgou comprometedores e, desta vez, procurou a própria Marcela, de quem exigiu 300 000 reais sob pena de divulgar uma mensagem em que ela dava conselhos políticos ao irmão, o próprio Karlo Tedeshi, pretenso candidato a vereador em Paulínia (SP).

A operação de prisão do hacker determinada por Alexandre de Moraes, hoje Ministro da Justiça, ocorreu no dia 11 de maio, conforme noticiado pelo Jornal da Cidade Online (veja aqui)  e envolveu quarenta agentes à paisana em onze carros, tudo realizado no mais absoluto sigilo.

O caso corre sob sigilo de Justiça. 

As fotos e os áudios encontrados não chegarão a conhecimento público. A pedido dos advogado da 1ª dama serão destruídos.

da Redação

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