"Matéria da Folha manipula, omite e distorce, ao dizer que hospitais militares estão ociosos", afirma o Ministério da Defesa

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O Ministério da Defesa publicou, na semana passada, nota de esclarecimento público sobre matéria do jornal Folha de S.Paulo, do dia 6, intitulada “Hospitais das Forças Armadas reservam vagas para militares e deixam até 85% de leitos ociosos sem atender civis”.

A pasta afirma que a reportagem contém graves manipulações, incorreções, omissões e até inverdades, que levam o leitor à completa desinformação.

Em nota, o Ministério informa que a maioria dos hospitais militares está com quase todos os leitos de UTI ocupados e, para evitar o colapso, têm removido, frequentemente, os pacientes para outras regiões; já que os números de infectados pela Covid-19 são críticos e evoluem, diariamente.

A Assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa denunciou que a Folha utilizou na matéria dados de hospitais pequenos, com poucos leitos, recursos limitados e alguns – sequer – têm leitos de UTI.

Em hospitais do Exército, por exemplo, a matéria afirmou que os leitos clínicos estão ociosos em Florianópolis-SC, Curitiba-PR, Marabá-PA e Juiz de Fora-MG; quando, na verdade, os leitos de UTI, dessas mesmas unidades, estão totalmente ocupados. No Paraná, Pará e na Zona da Mata Mineira, a ocupação é de, respectivamente, 117%, 133% e 500%. Em Santa Catarina, não há leitos de UTI.

O Esquadrão de Saúde de Guaratinguetá, da Força Aérea, também foi alvo da reportagem. Ele está instalado dentro de uma escola de formação da FAB e possui sete leitos de enfermaria Covid-19 para atender 3.000 militares, sendo que 1.300 alunos estudam em regime de internato. Já os esquadrões de saúde de Curitiba-PR e de Lagoa Santa-MG possuem, respectivamente, seis e 13 leitos de enfermaria. Porém, essas unidades não dispõem de estrutura para internação de longa permanência e também não possuem disponibilidade de UTI.

O Ministério acusa a Folha de publicar a matéria com viés político, tendencioso e desonesto, ao mencionar que as Forças Armadas “contrariam os princípios da dignidade humana e violam o dever constitucional do Estado de oferecer acesso à saúde de forma universal”.

“O jornalista, deliberadamente, ignora e omite todas as ações que as Forças Armadas vêm realizando há mais de um ano, em apoio abnegado à população brasileira, desde o início da pandemia”, diz trecho do documento.

O sistema de saúde das Forças Armadas possui caraterísticas específicas para atender militares que estão na linha de frente, atuando em todo o território nacional, nos inúmeros apoios diuturnos, como transporte de material, insumos, e, agora na vacinação dos brasileiros.

“A reportagem omitiu também que os hospitais militares não fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e que atendem 1,8 milhão de usuários da família militar (militares da ativa, inativos, dependentes e pensionistas), em sua maioria idosos, que contribuem de forma compulsória todos os meses para os fundos de saúde das Forças Armadas”, esclarece a nota.

Os profissionais de saúde militares também estão fortemente engajados nas Operações Covid-19 e Verde Brasil-2. As Forças Armadas também estão atendendo à população civil, especialmente em comunidades indígenas e ribeirinhas, tanto na Amazônia como no Pantanal, realizando evacuação de pacientes nas regiões mais críticas, transportando toneladas de oxigênio, medicamentos e suprimentos, transportando, montando e operando hospitais de campanha, além de, em parceria com a academia e com a indústria, fabricando respiradores.

Apesar de os dados do HFA e dos hospitais militares estarem disponíveis para acesso público na internet, a matéria da Folha insinua que há falta de transparência; mesmo após a pasta tendo respondido a todas as informações solicitadas dentro do prazo acordado. A reportagem ignorou que os leitos dos hospitais são operacionais e de alta rotatividade e que atendem pacientes com Covid-19, oncológicos e em pós-operatório.

O Ministério finaliza o documento, argumentando que sempre se colocou à disposição para informar e responder os questionamentos do jornal referentes ao combate da Covid-19. Entretanto, a reportagem optou por buscar um viés claramente negativo em um assunto de tamanha relevância para a sociedade brasileira.

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da Redação
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