Flagrante... Aluna faz ofensas racistas à professora e coordenador de curso: "Nego sujo" (ouça o áudio)

Ler na área do assinante

Os áudios foram enviados em um grupo de alunos no WhatsApp e revelam as ofensas de cunho racista feita por uma das estudantes contra uma das professoras e o coordenador do curso de técnico de enfermagem, em Botucatu (SP). Ambos são negros e registraram boletim de ocorrência, dia 06.

Nas mensagens, a aluna ofende a professora e enfermeira aposentada da Unesp de Botucatu, Luzia Aparecida Martins da Silva, 56 anos, e o coordenador do curso, José Carlos Camargo, 53 anos. A aluna chega a xingar José Carlos de "nego sujo" e ainda diz que "dar poder a negro dá nisso", se referindo ao método de estudo aplicado contrário ao que a aluna esperava.

As ofensas foram encaminhadas no grupo de WhatsApp, após uma discussão sobre os métodos da professora nas aulas online. Uma outra aluna, que também é negra, denunciou a fala da colega ao coordenador.

"Só que, por eu ser preta, eu sei que, no cotidiano da vida da gente, a gente ouve muito isso, que preto não pode isso, que preto não pode aquilo. E, agora, que eu consegui correr atrás de uma profissão, porque trabalho e graças a Deus eu sempre trabalhei desde nova, nunca tive preguiça de trabalhar. Mas ouvir, de novo, que preto não pode crescer na vida, que preto não pode isso e não pode aquilo, me doeu muito e eu acho que deveria passar isso pra você", relatou a estudante ao coordenador.

Em nota, o Colégio Técnico Maria Vitória disse que repudia qualquer forma de discriminação e preconceito racial. Mas, informa que os fatos aconteceram fora do ambiente escolar.

"Eu fiquei muito incomodado e muito chateado. Ela ofendia a mim diretamente e à professora também por nós sermos negros, estarmos lecionando e termos uma posição de destaque. Fiquei, extremamente, magoado, não só eu como a minha família, principalmente, minha filha que tem a mim como exemplo e está estudando para lecionar e ser uma futura profissional da saúde. A gente acha que isso não pode parar por aí. Como alguém que está estudando para ser uma profissional de saúde faz uma discriminação dessa? ", questiona o coordenador.

Já a professora do curso lamentou que outras discentes não tenham denunciado o caso também.

"Se a outra aluna não tivesse nos reportado sobre esse grupo paralelo, nunca saberíamos o que aconteceu. Foi uma confusão causada por nada", lamenta Luzia.

O caso foi registrado como injúria racial e está sendo investigado pela Polícia Civil, que informou que as partes serão intimadas para prestar esclarecimentos.

Confira o áudio:

Em tempos de "censura", precisamos da ajuda do nosso leitor.

Agora você pode assinar o Jornal da Cidade Online através de boleto bancário,

cartão de crédito ou PIX.

Por apenas R$ 9,99 mensais, você não terá nenhuma publicidade durante a sua navegação e terá acesso a todo o conteúdo da Revista A Verdade.

É simples. É fácil. É rápido... Só depende de você! Faça agora a sua assinatura:

https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao

Fonte: G1

da Redação
Ler comentários e comentar