O psicológico do brasileiro está com fratura exposta: A má-fé e o óbvio se contrapõem

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Não existe nada mais elementar do que trabalhar com o óbvio. Nada mais primário do que entender o óbvio. Nada mais essencial do que valorizar o óbvio. A obviedade transpira verdade, transcende o imaginário e desnuda a falsidade. Mas o que faz uma onda avassaladora de má-fé atropelar o que é óbvio?

É um inimigo muito poderoso; a política do poder e seus protagonistas! Um conjunto de mutantes que interagem para convergir num único objetivo, numa única solução para atender sua demanda. É através dessa política de poder que a manipulação do coletivo, a massificação do medo e o fomento da ignorância, redundam numa linha quase intocável, permeando de forma antiética, imoral e covarde, ações contrárias aos seus interesses.

O que está acontecendo no Brasil de hoje, é que as situações óbvias são quase tangíveis, como se pudéssemos tocá-las, como se pudéssemos interagir com elas, de tão claros os sentidos que emanam delas. E por mais que queiramos, combatendo-a, não conseguimos sequer desconstruir o dia de ontem, o hoje, muito menos o amanhã. A carapaça dos alinhados a esse poder alcança todos os segmentos da sociedade. Não vai ser mole acabar com eles.

Claro, refiro-me ao momento político e social que o brasileiro está vivenciando nesta verdadeira guerra pelo poder, que parte essencialmente, explicitamente, daqueles que se veem ameaçados pela condução e implementação de novos valores para o país.

A pátria, a saúde, a economia, a constituição, entre outros, se transformaram nas mãos da oposição ao governo, em meras ferramentas para o jogo. Os movimentos destes fantasmas travestidos de bons moços, não enganam mais ninguém. Mas, mesmo assim conseguem penetrar profundamente no âmago de seus sectários.

A lógica fica escanteada no submundo de narrativas desconexas que essa unidade do mal insiste em impor. Algumas vezes são tão bizarras, tão surreais, que chegamos a vê-las como frutos de gente doida, de gente aloprada e até lunáticos.

Mas por qual razão conseguem sustentar tantas mentiras, invencionices e crimes? O contraponto e a falta de pudor dos personagens desse cenário talvez expliquem, de uma certa maneira, tudo isso. Sem muito esmiuçar, digamos que eles podem ser classificados como mentores, os oportunistas, os devotados, os do contra e os ceguetas. Todos são doutrinados de uma maneira ou outra, exceto os mentores, evidentemente porque eles são os próprios doutrinadores.

O brasileiro, hoje, vive sob a insígnia da injustiça e da covardia. A olhos vistos! E não se espantem, pois até mesmo os devotados, os do contra e os ceguetas também são vítimas delas. A diferença é que não percebem, portanto, não se rebelam, nem se revoltam. Não sangram! Submetem-se como se estivessem anestesiados.

A causa, para ser mais direto, está intrinsecamente ligada aos políticos, às instituições judiciais e à mídia. Esse é o tripé que partilha seus (maus) princípios aos demais.

Já o efeito, que emoldura o título desta coluna, está deixando sequelas na sociedade. A manipulação da pandemia que vivemos veio dar mais transparência e eloquência aos fatos. Aos perversos fatos! São muitas dores, muitas lágrimas e muito sofrimento.

O emocional está completamente comprometido. Digamos que está em frangalhos. Ver cenas quase inacreditáveis como uma pessoa fechada em seu carro em movimento, ou em mar aberto, utilizando-se da máscara para autoproteção, ou ainda aquele que espetaculariza sua própria imunização vacinal como se fosse numa premiação de pompa e glamour, não é nada perto de outros fatos.

Os sacrifícios e penúria a que o povo vem sendo submetido, praticamente uma provação, fragilizam o psicológico até mesmo dos mais equilibrados, experientes, e até dos mais sábios.

Imaginar que em nome de um objetivo, legítimo ou não, um sujeito se alimente por meios vulgares, sujos, muitas vezes criminosos, não justificam os fins. Ver inocentes penando e culpados a bel prazer é afrontoso. Isso é enaltecer e fortalecer o mau-caráter!

Nada como ver políticos e governantes roubando, maltratando seus cidadãos e cometendo desmandos. Nada como assistir a justiça prender inocentes e burlar o que deveria defender. Nada como ver a imprensa omitir fatos positivos, seja de ordem governamental, seja nesta pandemia, e ver seus militantes trabalharem incessantemente pelo provimento do terror e do medo.

Isso abala a qualquer um. Nos transforma em zumbis da fronteira do consciente. Nervos à flor da pele, sensação de impotência, mãos atadas. Uma insanidade! A luta contra todo esse impropério, essas maldades, toda essa covardia lançada à própria sorte de cada cidadão, é árdua, é hercúlea.

Não cabe mais discussão sobre o mérito das injustiças, dos acasos da maldade, da desumanidade que solapa o coração do brasileiro. Estão aí para qualquer um ver. O que cabe é uma escolha, uma opção para dar fim à imoralidade, à falta de ética, à ordem, à má-fé e aos crimes.

Imaginar que a palavra de gente condenada, de pessoas que tem lama até o pescoço, de figuras marcadas e reconhecidas por suas ilicitudes, tem algum valor é o mesmo que assinar um atestado de hipocrisia, de ignorância e de má-fé. E olha que nem citei o óbvio ululante.

Fingir que está tudo dentro da legalidade, tudo dentro da normalidade, é querer enganar um dos ditados mais populares e assertivos da história: PEDRA É PEDRA, PAU É PAU!

É tudo tão óbvio, que neste texto não precisei citar um nome ou uma instituição sequer, nem identificar uma causa que seja, muito menos apontar os crimes em si.

Todo o mundo sabe!!! Todo mundo tem consciência disso!!! Eu disse, TODO O MUNDO!!!

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