Laudo do IML aponta que mulher de promotor foi assassinada em BH e complica a sua situação criminal

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O Instituto Médico-Legal (IML) afirmou, em laudo técnico emitido pela instituição, que Lorenza Maria Silva Pinho, de 41 anos, esposa do promotor André Luís Garcia Pinho, foi assassinada, de acordo com fontes ligadas às investigações.

Nesta segunda-feira (19), o núcleo do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), formado para apurar o caso, deve ouvir o promotor, que está preso, temporariamente, após a ocorrência, e o médico Itamar Tadeu Gonçalves, que assinou o atestado de óbito na residência da família Pinho.

“Caminhamos para as conclusões sobre as circunstâncias da morte da Sra. Lorenza de Pinho. Dependemos do laudo e das oitivas finais. Não tenho informações adicionais”, explicou o Procurador Geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares.

Se a investigação for mesmo concluída nesta segunda-feira, o Ministério Público deverá comentar o caso. Mas, o Procurador não soube precisar quando isso ocorrerá .

A defesa do promotor alega que Lorenza se engasgou enquanto dormia e que o serviço de emergência de um hospital particular foi chamado. O advogado Robson Lucas disse que só poderá emitir algum posicionamento sobre o laudo do IML quando "tiver efetivo acesso" ao documento.

Já a advogada do médico Itamar Tadeu Gonçalves, Tatiana Caldas, declarou que seu cliente vai prestar todos os esclarecimentos demandados pelos promotores.

Na sexta-feira (16), membros do MPMG e do IML se reuniram para falar sobre o laudo definitivo que vai apontar o que provocou a morte de Lorenza. As investigações revelaram que foram encontradas várias lesões no corpo dela, mas não quiseram comentar sobre a motivação do crime: feminicídio ou homicídio.

As circunstâncias da ocorrência levantaram suspeitas na Polícia Civil, porque o corpo de Lorenza chegou a ser levado diretamente para uma funerária a pedido do próprio marido. Desconfiado da atitude, o delegado Alexandre Oliveira da Fonseca, determinou que fosse encaminhado para o IML para apuração da causa do óbito.

A Procuradoria-Geral de Justiça está à frente das investigações e instaurou um procedimento criminal.

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Fonte: G1

da Redação
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