João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

A Importância do foco na percepção das coisas: Somos limitados

É com certa frequência que me deparo com amigos, conhecidos e desconhecidos a se queixarem das dificuldades que encontram pelo caminho. 

Talvez eu seja um romântico, talvez um menino, talvez seja um menino romântico, mas estou aprendendo a enxergar os obstáculos de forma diferente. 

Hoje acredito que quanto maior a carga, maior o potencial da pessoa que a recebeu. Leio, a partir do problema ou obstáculo o potencial ou capacidade, partindo do princípio que a ninguém é atribuída por Deus uma missão para a qual não esteja apto ao êxito. 

Também vejo muita gente se revoltando e se indignando com questões práticas da vida, do convívio em sociedade, “desigualdade”, “injustiças”, coisas taxadas como “incompreensíveis”. Há quem pragueje a Deus, há quem questione suas razões, há quem, inclusive, não acreditando na existência de uma inteligência superior, zombe do assunto, e, têm todo o direito. 

Sempre que posso (às vezes quando não posso…) tento consolar a pessoa estimulando-a no sentido de fazer o mesmo exercício que faço e que muito me conforta, seguinte: 

Defendo a tese de que sempre que há revolta ou indignação, não há compreensão plena da questão. 

Segundo minha tese, quando observamos alguma coisa, pessoa, relação, contexto, enfim – seja lá o que for – com muita proximidade corremos o risco de ver apenas detalhes. Detalhes podem ser agradáveis ou desagradáveis ao observador, mas sempre serão uma fração do todo. Assim, enquanto este observador estiver em contato com detalhes agradáveis o juízo que fará da coisa será favorável, e vice-versa. 

Acredito que a compreensão plena esteja diretamente ligada ao conhecimento ou percepção da coisa de forma integral. Caso eu esteja correto, faz sentido sugerir a quem quer que seja o indignado ou revoltado que “se afaste” da questão, pessoa, contexto, relação… até ela esteja no “campo visual” com todos os seus contornos, de forma integral. 

É bom lembrar que não se deve pretender entender “tudo” e aceitar nossas limitações com naturalidade. 

Minha experiência diz que à distância ideal percebemos apenas as características essenciais daquilo que está em foco. Tudo que desaparecer à esta distância deverá ser considerado dispensável, secundário ou irrelevante. 

Aqui entra a questão do foco, que aflige também a muitas pessoas que sofrem sem necessidade de sofrer. 

Há quem jure que “o mundo está perdido”, há quem veja um “declínio” na capacidade humana de convívio e na forma em que nos relacionamos com o meio, com os semelhantes e com os animais. 

Levando em conta que o mal faz muito ruído devido às características e consequências de suas ações, por outro lado, o bem trabalha no mais absoluto silêncio e discrição. 

Percebo que o mundo melhora a cada dia. 

Sugiro aos que estão tomados pelo pessimismo que talvez o mal lhes aflija tanto devido ao fato de que só nele estejam focadas. Procurem então a prática da filantropia, do auxílio aos necessitados e logo a má impressão se dissipará. 

Trata-se de uma questão de foco. 

Para quem está angustiado em busca de soluções para a coletividade, pretende mudar o mundo via decreto; ter uma grande sacada, vou dar uma sugestão: antes, tente parar de fumar, de mentir, de beber ou se drogar; elimine de sua vida tudo o que lhe é nocivo, não só os maus hábitos, mas as más condutas. Foque em si. É a maneira mais eficaz de modificar de forma importante e definitiva a coletividade que você integra. 

Para terminar, vou deixar uma brecha da “minha janela” aberta, para que aqueles que chegaram até aqui e desejam refletir sobre o que dá para ver dos nossos problemas a uma boa distância. 

https://www.youtube.com/watch?v=g-KwQhbx0gA 

No fim, muitos verão que o universo a ser observado é o interior. É lá que estão as respostas, as ferramentas e todo o potencial de mudar a humanidade inteira. 

Aproveitem o feriado para refletir. 

Um bom dia! 

João Henrique de Miranda Sá é escritor e redator autônomo
jhmirandasa1931@outlook.com
(67)8126-4663

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