Omar Aziz confirma "acordão" para ignorar Justiça Federal e manter Calheiros na relatoria da CPI (veja o vídeo)

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A CPI da Covid-19 nem começou os trabalhos de apuração e já tem causado polêmica. E não era para menos: a apuração de fatos, omissões e contratos já começa “viciada”. Primeiro, porque os integrantes dos principais cargos, os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), respectivamente, presidente, vice-presidente e relator da Comissão, entabularam um grande “acordão” para manter a investigação voltada em cima do Governo Federal – que eles já responsabilizam por todo o ônus que o coronavírus causou ao Brasil e, em segundo lugar, porque eximem de culpa governadores e prefeitos que adotaram medidas restritas severas em suas localidades de atuação.

Por outro lado, a CPI não pode ser levada à sério mesmo, como muitos parlamentares, inclusive alguns que a integram, têm denunciado nas redes sociais e emissoras de televisão. Até a “imparcialidade” da Comissão levanta suspeitas. Como é aceitável que o senador Omar Aziz, em entrevista à CNN, nesta terça-feira (27), confirme, descaradamente, que haverá mais um “acordo” para que a decisão da Justiça Federal de Brasília seja ignorada e os parlamentares mantenham a indicação de Renan Calheiros como relator da CPI.

“Se eu for eleito presidente, vou indicar o Renan. Não vai mudar nada, não. O juiz mandou a decisão para o presidente do Senado e, que eu saiba, quem define o relator é o presidente da comissão. E eu não recebi nenhuma decisão, não”, ironizou o amazonense.

O acordo macabro foi firmado em um jantar às pressas, nesta segunda-feira (26), no apartamento funcional de Aziz, em Brasília. Sete dos 11 integrantes titulares da CPI estavam lá. Todos de oposição.

Os senadores acreditam que a decisão do juiz federal Charles Renaud Frazão de Moraes não se sustenta, pois o cargo de relator não é escolhido por votação, mas por opção do presidente da CPI.

A deputada Carla Zambelli, que apresentou pedido à Justiça para retirar Renan Calheiros da relatoria, peticionou, nesta terça, para que o magistrado corrija a própria decisão e impeça que o senador emedebista seja indicado por parte do presidente da Comissão.

Na defesa do recurso, a deputada alega que o pedido de retificação tem "o escopo cívico de cooperar para o bom desenvolvimento da marcha processual, buscando evitar atitudes desencontradas, partindo-se de uma interpretação superficial e apressada, fenômeno não muito raro no mundo político".

Confira o vídeo:

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Fonte: CNN

da Redação
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