Sem propina, o que teremos pela frente? Quem vai sobrar para 2018?

A propina era o elemento fundamental do modelo de poder. Todos que passaram pelo poder - com eventuais e raras exceções - foram envolvidos ou comandaram o processo. Não havia compra governamental em que não houvesse uma ‘mordida’. E as grandes eram promovidas ou sob complacência do Governante. As exceções apenas confirmam as regras.

A propina foi (ou ainda é) condição fundamental de governabilidade. O argumento inicial foi para restabelecer a democracia após duas décadas de ditadura militar. Mas, depois virou a sustentação da ‘nova e pobre democracia brasileira’. 

O PT emergiu como uma alternativa para estabelecer uma democracia ética, mas ao perceber que o seu projeto de poder não se realizaria a curto prazo, aderiu ao modelo, justificando que sem esse não chegaria ao poder: ‘os fins justificam os meios’.

Mas, ao chegar ao poder, novamente com a justificativa da governabilidade, não só manteve como ampliou, estruturou e geriu um dos maiores sistemas de corrupção do mundo. Um sistema incomensurável, porque disseminado, contaminando todas as esferas de poder e todas as relações do privado com o público.

A nova democracia brasileira, emergida a partir de 1985, cresceu e se consolidou porém sustentada na sua superestrutura política, (que envolve todos os Poderes Públicos) pela cultura ou modelo da corrupção. 

É esse modelo que está desmoronando.  Toda classe política se envolveu ou foi envolvida por esse modelo. 

Como aparece reiteradamente nas gravações: ‘não vai sobrar ninguém’.

E em quem o eleitor brasileiro vai votar em 2018 para "repaginar a nossa democracia"?

2016 poderá ser uma prévia.  

Jorge Hori

da Redação

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