“Qualquer pessoa, minimamente séria, está enojada desta CPI”, afirma Constantino (veja o vídeo)

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O comentarista político, Rodrigo Constantino, comentou no programa “3 em 1”, da Jovem Pan, no decorrer desta semana, a indicação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria da CPI da Covid-19, que vai apurar ações e omissões dos Governos Federal, Estadual e Municipal no combate à pandemia.

A Comissão iniciou nesta terça, sob protestos de diversos parlamentares e autoridades. Na primeira sessão, os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foram eleitos presidente e vice-presidente, respectivamente. Já no comando da CPI, Aziz indicou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria.

Apesar da atuação dos trabalhos estarem voltadas, na teoria, para as três esferas de Governo, o comitê opta por investigar se houve omissão apenas do Governo Federal no combate à pandemia e ilegalidades no repasse de verba da União aos Estados e municípios.

Constantino analisou a indicação de Calheiros para a relatoria e disse:

“A CPI foi instaurada e os brasileiros precisam levar a sério este circo porque, no fim das contas, este é o Brasil. O senador Renan Calheiros não poderia ser relator por, ao menos, três motivos: o filho é governador do Alagoas e pode ser investigado na comissão, a ficha corrida que ele tem na Justiça e por já ter sua conclusão – para o senador, o presidente foi negligente, culpado e omisso. Tudo isso é uma vergonha para o Senado, que já não tem uma boa credibilidade e ainda montou este circo para jogar mais lenha na fogueira”, disparou.

Além disso, Constantino também analisou que a comissão servirá como “palanque eleitoral” para políticos que pretendem se candidatar nas eleições de 2022.

“Normalmente, as CPIs terminam em pizza. No entanto, essa já começou com uma fornalha aquecida. É puro palanque político. Renan Calheiros é o relator, portanto não é preciso sequer dar um verniz de legitimidade ou seriedade a isso. Hoje, qualquer pessoa, minimamente séria, está enojada ou tirando sarro desta CPI. A comissão é um circo, mas o palhaço é o povo. É claro que o número de mortos na pandemia espanta, mas quem é decente analisa a quantidade de óbitos com relação ao mundo. A crise é mundial, não nacional. Apesar disso, sabemos que virá da CPI uma narrativa militante, de quem quer ‘demonizar’ o governo. Nesta terça-feira, iniciou-se uma CPI circense”, concluiu.

Confira o vídeo:

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da Redação
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