João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

Trabalho - motivo de orgulho

Sempre tive talento para encontrar no meu trabalho, fosse ele qual fosse, a importância dele pra quem me paga, pra sociedade…para mim. 

Trabalhei com um bocado de coisas importantes: 

– Vendi puxa-puxa em circo de lona furada – em frente à antiga rodoviária de Campo Grande (MS), onde hoje funciona um Centro de Distribuição dos Correios – só para poder assistir ao espetáculo, pois o dinheiro ficava no Parque Imperial e no Cine Plaza; 

– Entreguei “talão de água” e fiz leitura de hidrômetro; 

– Fui office-boy; 

– Motoboy; 

– Motorista, comprador, financeiro, auxiliar administrativo; 

– Pesquisador; 

– Fui cabo eleitoral – voluntário e em nome de minhas convicções; 

– Fiz conferência de balança em abate no frigorífico; 

– Imprimi (numa Offset Multilith ¼) e distribuí (de bike) apostilas do “novo código de trânsito” redigidas e editadas por dois amigos-irmãos; 

– Abasteci os sacolões com milho verde trazido da lavoura; 

– Construí uma casa reaproveitando material descartado; 

– Ministrei curso de como fazer aquilo que acabara de aprender; 

– Tentei muito vender imóveis; 

– Fiz cobrança; 

– Cuidei de viveiro de plantas; 

– Dei banho em cachorro no pet-shop; 

– Vendi sistema de telefonia, portão eletrônico; 

– Vendi publicidade em site fajuto; 

– Entreguei gás GLP e água numa moto com sidecar; 

– Já fui Papai Noel diversas vezes – e só quem foi sabe a intensidade da energia que recebe o Bom Velhinho. 

– Figurei no cinema – Os Matadores, de Beto Brant; 

– No teatro – representei uma árvore (!); 

– Fui chofer de noiva; 

– Garçom num bar onde curtia as férias; 

– Transcrevi livros, muitos livros; 

– Hoje produzo conteúdos próprios. 

Sempre soube amar meu trabalho. Sempre me esforcei para ser o melhor no que faço, continuo assim. 

Há quem tenha vergonha do próprio salário. Há quem julgue sua função “menor”, tudo isso é bobagem. 

O que dignifica o homem é um trabalho lícito. Todo trabalho lícito é digno, embora haja tanta ocupação remunerada ilícita fazendo ratazanas milionárias e deslumbradas muito perto da gente, muito perto. 

Acredite em você. 

Seja correto, não se acanhe. 

A humanidade inteira cresce quando um indivíduo supera um obstáculo, vence uma fraqueza e corrige um desvio moral. 

A humanidade inteira erra quando um indivíduo erra. 

O erro do meu irmão é um erro meu. Gol dele, gol meu. 

Estamos todos juntos no mesmo barco. 

Bom dia. 

*João Henrique de Miranda Sá é escritor e redator autônomo
Portfólio: http://www.facebook.com/jhmirandasa1931
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(67)8126-4663

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